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Melhorar o hálito do cachorro – dicas caseiras

Melhorar o hálito do cachorro - dicas caseiras

Um cão que recebe amor é, portanto um cachorro amoroso que manifesta o seu carinho de várias formas, como por exemplo saltando, ficando contente quando você chega a casa, lambendo-o ou confiando em você de uma forma agradável.

Mas nestes momentos pode ser que algo se intrometa entre o afeto do seu cachorro e você, um cheiro bucal forte e bastante desagradável. Se este é o seu caso, é importante fazer alguma coisa o quanto antes, pois além de ser algo que o pode incomodar, trata-se de um sinal que indica que a saúde buco-dental do seu cachorro não é a adequada, o que é grave uma vez que uma cavidade bucal descuidada pode repercutir negativamente sobre a saúde de todo o organismo.

Neste artigo do Meu Pet vamos lhe ajudar a resolver este inconveniente, mostrando-lhe dicas caseiras para melhorar o hálito do cachorro.

O que deve saber sobre o hálito do seu cachorro

A cavidade bucal do cachorro pode agir como uma via de entrada para agentes patógenos se não receber os cuidados adequados. Sabia que é muito importante limpar os dentes do cachorro?

Uma falta de higiene buco-dental pode acabar causando um excesso de placa bacteriana e esta será a principal causadora do mau hálito, sendo os cães mais pequenos os mais propensos a acumular tártaro nas suas peças dentais.

É importante tratar e prevenir o tártaro nos cachorros, pois caso contrário pode ocorrer uma infecção bacteriana, fúngica ou viral na cavidade bucal. As causas do mau hálito vão mais além da acumulação de placa bacteriana e podem precisar de um tratamento veterinário urgente.

A coprofagia (ingestão das fezes), a inflamação das vias nasais ou a diabetes mellitus também podem causar mau hálito ou halitose no cachorro.

Melhorar o hálito do cachorro - dicas caseiras - O que deve saber sobre o hálito do seu cachorro

O que fazer se o meu cachorro tem mau hálito?

Se detetar que a boca do seu cachorro cheira mal é imprescindível avaliar o estado da mesma, para descartar assim qualquer tipo de infecção que precise de tratamento antibiótico, por isso é preciso consultar o veterinário.

Seria muito perigoso tratar o mau hálito como uma simples acumulação de placa bacteriana se na realidade existisse algum tipo de infecção, apesar de o dono poder examinar visualmente a boca do animal em busca de lesões ou secreções, a avaliação deve ser feita por um profissional veterinário.

Uma vez descartada a presença de uma infecção ou outra condição, pode utilizar vários truques caseiros que permitem melhorar de forma natural o hálito do nosso cachorro, de seguida vamos lhe mostrar quais são eles.

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Remédios caseiros para o mau hálito do cachorro

1. Salsa

Não pode oferecer salsa ao seu cachorro de forma contínua nem em doses elevadas, pois pode ser tóxico para ele, no entanto dar-lhe esporadicamente e em quantidades moderadas constitui um remédio excelente para o mau hálito.

Pode utilizá-la de duas formas:

  • Corte um pequeno talo de salsa em pedaços pequenos e adicione-o uma vez por dia na alimentação do cachorro.
  • Ferva vários talos de salsa em água ate criar uma infusão, deixe esfriar e coloque-a em um frasco com spray para pulverizar a infusão diretamente na boca do animal.
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2. Cenoura

Se conseguir que o seu cachorro se entretenha roendo uma cenoura, poderá ver como o mau hálito desaparece progressivamente, além disso este alimento proporciona nutrientes muito importantes, como os carotenos, fortes antioxidantes que protegem o seu organismo contra o dano dos radicais livres.

O simples fato de roer uma cenoura estimula a liberação de saliva e permite eliminar da cavidade bucal os restos dos alimentos.

3. Guloseimas caseiras de hortelã

De certeza que o seu cachorro fica entusiasmado com as guloseimas, além disso elas são muito positivas como recompensa e reforçam o bom comportamento, sendo uma ferramenta muito útil para a aprendizagem.

Pode fazer guloseimas caseiras para melhorar o hálito do seu cachorro e, para isso vai precisar dos seguintes ingredientes:

  • Água
  • Flocos de aveia
  • Folhas de hortelã

A preparação é muito simples, deve misturar em um recipiente os flocos de aveia e a água até ter uma massa de boa consistência, depois deve lavar e cortar em pedaços as folhas de hortelã para adicionar à mistura.

Por último, forme pequenas bolas, conserve na geladeira e dê ao seu cachorro várias vezes ao dia para combater de forma eficaz e simples o mau hálito.

A alimentação e a hidratação são fundamentais

Se o seu cachorro sofre normalmente de mau hálito e se nenhuma condição que o passa estar causando foi detetada, é importante fazer tudo quanto possível para reduzir a acumulação de placa bacteriana.

Para isso, é melhor a ração seca que a comida úmida, uma vez que o alimento seco possui um efeito mais abrasivo.

Também é fundamental mudar com frequência a água do bebedouro e garantir que o seu cachorro tenham sempre água fresca e potável disponível, uma vez que através da boca se limpam e se retiram os restos dos alimentos.

Lave com frequência o bebedouro e comedouro do seu cachorro.

Melhorar o hálito do cachorro - dicas caseiras - A alimentação e a hidratação são fundamentais

A IMPORTÂNCIA DA TOSA EM ANIMAIS

Tosar o seu animal de estimação vai além de apenas uma preocupação estética, mas também garante a  higiene e saúde dele. A tosa tem como função básica evitar a proliferação de fungos e bactérias na pelagem do cão.

tempo entre tosas pode variar dependendo da raça e do tempo em que o pelo cresce ao ponto de necessitar ser cortado ou aparado novamente. Em média, o tempo de tosa é de uma vez a cada dois meses.

Deve ser feita com profissionais especializados, o tosador além de cortar o pelo também consegue avaliar a saúde da pele do animal, podendo encaminhá-lo ao veterinário, caso seja detectada algum tipo de alteração.

A tosa é sempre associada ao banho, eliminando a sujeira do pelo do animal. Essa sujeira acumulada normalmente não oferece malefícios, porém em algumas espécies isso pode acarretar em doenças graves. É nesse momento em que a tosa é eficiente.

corte das unhas também é algo comum durante o envio do cão para um tosador. Essa prática garante que o animal não fique escorregando com as unhas compridas, se machuque prendendo essas unhas em algum local ou machuque aos seus donos .

Saber o tempo entre as tosas é algo fundamental para a saúde do animal de estimação e, para qualquer dúvida, entre em contato com um veterinário ou pet shop para ter informações específicas a respeito da tosa necessária para a raça do seu peludo de estimação.

Caroço em cães

Por vezes, quando um tutor faz carinho ou dá banho ao seu pet, pode sentir pequenas saliências cutâneas na pele semelhantes a caroços que suscitam inquietação e muitas dúvidas. Quando surge um caroço no corpo do cachorro, é muito comum pensar que se trata de tão algo grave como um tumor. No entanto, não desespere, nem todos os caroços significam malignidade e, quanto mais cedo se identificarem, melhor o prognóstico.

Se você identificou um caroço na pele do cachorro, leve-o ao veterinário para que ele possa avalá-lo e atuar o mais rápido possível caso seja necessário.

Caroço em cachorro

Tal como nos humanos, o caroço em cachorros pode variar de tamanho, forma, localização e severidade e é muito importante identificar precocemente o surgimento de um caroço no corpo do cachorro, isto é, quanto mais cedo for detetado e tratado, maiores são a chances de cura.

As causas também podem variar muito e só o médico veterinário pode avaliar e informar sobre o tipo de lesão ou doença que está presente, assim como resolver esse problema. A maioria dos caroços são benignos, demoram a crescer e se concentram numa só região, mas alguns podem ser malignos e graves, crescendo muito rápido e distribuindo-se por vários locais no corpo. Quanto mais velho for o cachorro, mais probabilidade existe de ter caroços malignos.Caroço em cachorro: o que pode ser - Caroço em cachorro Imagem: orchardvetgroup.com

Caroço em cachorro: o que pode ser

Quanto melhor você conhecer o corpo do seu animal, mais fácil será identificar a presença de uma estrutura nova e diferente do normal. As causas podem ser variadas ou até podem ser a combinação de vários fatores, por isso vamos te explicar cada uma das possíveis causas de caroços em cachorro.

Carrapatos

Estes parasitas mordem e se alojam na pele do animal, podendo ser confundidos com um caroço na pele do cachorro.

Além de causarem irritações na pele, eles transmitem doenças e, por isso, devem ser removidos cuidadosamente de forma a incluir a boca porque, muitas vezes ao serem retirados, a boca permanece e causa uma reação que leva ao “verdadeiro” caroço, denominado granuloma, que pode surgir em diversos locais do corpo dependendo de onde o carrapato mordeu, podendo estar o cachorro cheio de caroços pelo corpo todo. Saiba mais sobre carrapatos no artigo: Doenças que os carrapatos podem transmitir.

Verrugas

Estas saliências também podem surgir e causar dúvidas. As verrugas, são múltiplas lesões arredondadas que fazem lembrar uma “couve-flor” e que são causadas por um papilomavírus.

Os filhotes de cachorro ou os cachorros mais idosos são os mais suscetíveis devido ao seu debilitado sistema imunitário. Em jovens, podem surgir em qualquer mucosa, como as gengivas, céu da boca, língua ou regiões como nariz, lábios, pálpebras, membros e tronco, sendo mais comum o caroço no focinho do cachorro. Em cachorros idosos, podem aparecer em qualquer parte do corpo, especialmente em redor dos dedos e na barriga.

Cachorros com este tipo de caroços geralmente não apresentam outros sintomas pois são nódulos benignos, ao fim de alguns meses regridem e acabam por desaparecer, afetando pouco a vida do animal.

Efeitos colaterais de injeções ou vacinas

Podem surgir erupções cutâneas no seu animal devido a reações decorrentes de injeções de medicamentos ou vacinas. Estas reações surgem no local onde normalmente elas são aplicadas: pescoço ou membros.

Se você nota um caroço no cachorro depois da vacina ou da medicação com agulha e seringa, é muito provável que se trate de uma reação inflamatória a essa injeção. Conheça outras causas de caroço no pescoço de cachorro nesse artigo.

Dermatite alérgica

A dermatite define-se como uma inflamação dos constituintes da pele que gera vermelhidão, coceira e bolhas. As dermatites alérgicas surgem sob a forma de pequenos nódulos ou bolhas em regiões onde o pelo é mais escasso. Existem cachorros que fazem reação alérgica à picada de pulga e outros insetos (como mosquitos, abelhas ou aranhas) ou mesmo a plantas, pólen ou substâncias tóxicas.

Caso o animal esteja infestado com pulgas, será possível ver cachorro cheio de caroços pelo corpo todo. Picadas de outros insetos tendem a ser concentradas num só local, mas são de localização variável. Na alergia provocada por plantas será mais comum ver um caroço no focinho do cachorro, um caroço no olho do cachorro ou nos membros, pela tendência de farejar ou caminhar na vegetação.

Quando a causa é descoberta, é necessário eliminá-la, e o médico pode receitar antiparasitários, anti-histamínicos, antibióticos ou corticosteroides.

Dermatite atópica

A dermatite atópica canina caracteriza-se por uma alteração genética que origina uma falha na proteção natural da pele do cachorro, o que facilita a entrada de partículas na pele provocando uma alergia, ou seja, a pele do animal é muito sensível ao ambiente.

Esta forma de dermatite pode manifestar-se através do surgimento de caroço no cachorro, mas não se sabe a origem da alergia.

Dermatite por lambedura (neurodermatite)

Provém de um problema comportamental, causado por ansiedade ou estresse, em que o cachorro desenvolve o comportamento de lamber excessivamente uma região, chegando a arrancar o pelo e a causar um caroço ulcerado, normalmente nos membros.

O ferimento não vai sarar enquanto animal continuar lambendo, por isso é essencial encontrar o motivo que está provocando esse comportamento e eliminá-lo. Leia o nosso artigo completo sobre porque cachorro lambe a pata para saber mais sobre esse tipo de compulsão.

Linfonodos aumentados

Os linfonodos são pequenas massas de tecido linfático que pertencem ao sistema imunitário e que estão distribuídos por várias partes do corpo, atuando como filtros do sangue. Eles são os primeiros indicadores de doenças nos tecidos e quando existe alguma inflamação ou infeção no corpo, os linfonodos que drenam a região afetada aumentam.

Existem linfonodos por todo o corpo do cachorro mas os que podem ser identificados pelo tutor se localizam junto à mandíbula e pescoço, axilas e virilhas. Alguns podem alcançar o tamanho de uma batata e a sua consistência pode variar de mole para duro. O animal também pode ter febre.

Hematomas

Caroços de sangue acumulado debaixo da pele provocados por um traumatismo ou pancada. Se o seu cachorro se envolveu em brigas ou se machucou com algum objeto, é muito provável que apresente um caroço deste tipo.

Podem ocorrer em infeções de orelhas (otohematomas) que se podem resolver sozinhas ou necessitar de ser drenados.

Abscessos

São acumulações de pus e sangue debaixo da pele causados por agentes infeciosos consequentes de infeções causadas por mordidas ou ferimentos mal curados.

Os abscessos podem se localizar por todo o corpo, possuem tamanhos variados e normalmente precisam de ser drenados e desinfetados com uma solução de limpeza antibacteriana. Em caso de infeção grave, o veterinário recomendará um antibiótico, porque o animal pode estar com infeção generalizada que pode estar provocando perda de apetite e depressão.

Cistos sebáceos (Cisto folicular)

São massas rígidas, macias e sem pelo que surgem em cachorros e gatos devido ao bloqueio de glândulas sebáceas (glândulas encontradas perto do pelos e que produzem uma substância oleosa que lubrifica a pele, o sebo) e que se assemelham a borbulhas. Geralmente são benignos, não causam incômodo ao animal e, por isso, não é feito nenhum tratamento especial a não ser que estejam infetados. Quando rebentam, expelem uma substância pastosa branca. Os cachorros mais velhos são os mais afetados e é comum visualizar-se caroços nas costas do cachorro.

Hiperplasia das glândulas sebáceas

Caroços benignos que surgem devido ao crescimento rápido das glândulas sebáceas. Geralmente se formam nas pernas, torso ou nas pálpebras.

Histiocitomas

Apesar de não se saber a causa, são caroços benignos avermelhados, que geralmente aparecem em filhotes. São nódulos pequenos, duros e ulcerados que surgem subitamente e se instalam na cabeça, orelhas ou membros, desaparecendo por si só ao final de algum tempo. Se não desaparecerem, é melhor consultar novamente o veterinário. Saiba mais sobre o que pode ser caroço na cabeça do cachorro nesse artigo.

Lipomas

São pequenos depósitos de gordura sob a forma de caroços macios, lisos e não dolorosos, sendo mais comum em gatos e cachorros obesos e mais velhos. Geralmente são inofensivos e aparecem no peito (costelas), abdômen e nos membros da frente, por isso é comum sentir um caroço na barriga do cachorro.

Este tipo de nódulos se deve ao rápido crescimentos das células de gordura e raramente precisa ser tratado ou removido, pois normalmente apenas se trata de uma situação estética.

A cirurgia é somente necessária se esses caroços estiverem causando algum tipo de incômodo ou desconforto ao animal, se crescerem de forma rápida, ulcerarem, ficarem infecionados ou se o seu cachorro o lamber ou morder constantemente.

São benignos, mas, em casos raros, podem tornar-se malignos e começam a espalhar-se por todo o corpo.

Tumores de pele malignos

Normalmente surgem subitamente e são como machucados que nunca saram. Este é um dos casos onde é extremamente importante que a identificação e o diagnóstico sejam feitos numa fase inicial do tumor, pois quanto mais cedo for descoberto, mais rápido se começa o tratamento para aumentar as chances de cura, uma vez que se podem espalhar por todo o corpo e afetar vários órgãos vitais. Os principais nódulos e tumores de peles em cães são:

  • Carcinoma das células escamosas: são tumores das células da pele encontrados em regiões do corpo que não pigmentadas ou sem pelos, como as pálpebras, vulva, lábios e nariz e se assemelham a ferimentos com crostas. Se devem a lesões causadas por radiação ultravioleta devido a exposição solar e se não são tratadas podem causar grandes deformidades e dor, além de se espalharem para outros órgãos.
  • Carcinoma mamário (câncer de mama): é um tumor cancerígeno das glândulas mamárias e é muito comum em cadelas não esterilizadas. É importante referir que os machos também podem ser afetados e a malignidade é muito maior. Este caroço na barriga do cachorro pode ser benigno, no entanto, é importante proceder-se sempre à extração da massa para prevenir que se espalhe para outros tecidos e órgãos.
  • Fibrossarcoma: tumores invasivos que crescem depressa e são comuns em raças de grande porte. Podem ser confundidos com lipomas, por isso é necessário um bom diagnóstico.
  • Melanoma: em cachorros não são causados por exposição solar como nos seres humanos, e podem ser benignos ou malignos e aparecerem como caroços escuros na pele que crescem lentamente. Os mais agressivos crescem na boca e nos membros.
  • Osteossarcomas: tumores ósseos que se manifestam visualmente através de caroços nos membros, sobretudo em cachorros machos de grande porte. Eles precisam ser removidos cirurgicamente e, em casos graves, pode ser necessário amputação do membro.

Caroço em cachorro: o que pode ser - Caroço em cachorro: o que pode serImagem: enpevet.de

Caroço no cachorro: Diagnóstico

O veterinário vai querer saber todo o historial do seu cachorro. Quando apareceu o caroço, se foi aumentando, se houve alterações de cor, tamanho e forma, se notou perda de apetite ou alteração de comportamento.

Além da inspeção visual do caroço, métodos laboratoriais e exames complementares são necessários para permitir determinar que tipo de caroço se trata e que tratamento é o mais indicado:

  • Citologia aspirativa (aspiração do conteúdo através de agulha e seringa)
  • Impressão (encostar uma lâmina de microscópio ao caroço se este estiver ulcerado ou com fluido)
  • Biópsia (recolha de amostra de tecido ou remoção de todo o caroço)
  • Raio-x e/ou ecografia (para visualizar se mais órgãos estão afetados)
  • Tomografia computorizada (TAC) ou ressonância magnética (RM) (em caso de suspeita de tumores malignos e metástases)
Caroço em cachorro: o que pode ser - Caroço no cachorro: Diagnóstico

Caroço em cachorro: Tratamento

Uma vez que o diagnóstico do seu pet tenha sido confirmado, o próximo passo é discutir todas as opções de tratamento. O tratamento depende da gravidade da situação. Enquanto certos caroços no corpo do cachorro não necessitam de tratamento e regridem sozinhos, outros vão precisar de mais atenção. O veterinário indicará como proceder, quais medicamentos utilizar e quais as terapias possíveis e alternativas.

É muito importante que, caso seja diagnosticado um tumor maligno, o mesmo seja removido para impedir que ele se possa difundir e afetar outros órgãos, originando consequências graves. Normalmente, é recomendada quimioterapia ou radioterapia depois da remoção do tumor para prevenir o reaparecimento do tumor. Mesmo não sendo maligno, a remoção cirúrgica ou a criocirurgia (em que se utiliza nitrogênio líquido extremamente frio para remover lesões de pele superficiais) são os métodos mais comuns e eficazes de cura.

Muitas vezes em cadelas é recomendada a castração para evitar o risco de câncer de mama e, se surgirem caroços na barriga da cadela, o recomendado é serem retirados.

Caso o caroço não seja removido porque não apresenta nenhum perigo iminente, é necessário estar regularmente atento a alterações que possam surgir.

Como aliviar a coceira em cães

se seu cachorro está se coçando mais do que o normal, esse pode ser um sinal de que algo está errado

Não existe um remédio específico para curar coceira em cachorro, mas existem diferentes remédios que podem ser receitados para você utilizar no tratamento do animal, dependendo de quadro clínico dele. Não se preocupe se você estiver com um cachorro com coceira em casa pois, nesse artigo você vai encontrar conteúdo várias opções de remédio para coceira no cachorro.

Cachorro com coceira: o que fazer

Antes de te explicar como curar coceira em cachorro, é importante que você preste atenção em alguns aspectos.

  • Coceira exagerada em cachorro: é comum que o cachorro dê algumas coçadas rápidas ao longo do dia, porém, se o animal estiver coçando mais que o normal, com muita frequência, em longos períodos, com perda de pelo e com feridas, você deve procurar acompanhamento de um médico veterinário para diagnosticar o seu animal e explicar qual tratamento mais indicado de acordo com as características do seu cachorro.

Coceira em cachorro por estresse e ansiedade

O estresse e a ansiedade podem ser causados por diversas situações, como acúmulo de energia, ficar isolado por longos períodos, ficar sem interagir com seu tutor ou outros cachorros, ficar sem brincadeiras, e podem resultar em outras doenças.

Estresse e ansiedade são quadros psicológicos que podem deixar seu cachorro com coceira excessiva. Além desse sintoma, o seu cachorro pode apresentar alguns comportamentos adversos, como:

  • Latir excessivamente;
  • Lamber-se excessivamente;
  • Tremer;
  • Respiração ofegante;
  • Esconder-se;
  • Agitação;
  • Destruir objetos.

O tipo de tratamento dependerá do estágio de estresse e ansiedade que o seu cachorro for diagnosticado mas alguns aspectos podem indicar qual o melhor tratamento. O médico veterinário pode indicar remédios à base de butirofenonas, ou então remédios homeopáticos como o Ignatia.

Além de medicamentos, você pode fazer algumas atividades que podem auxiliar no tratamento do animal com depressão e ansiedade, como por exemplo: dar mais atenção, realizar exercícios físicos, brincar mais com o cachorro, entre outras.

Também existem alguns produtos naturais que podem auxiliar no tratamento do cachorro com depressão e ansiedade, pois diminuem o estresse do animal. Um dos produtos comumente usados é a camomila. Ela tem o potencial de relaxar o estresse dos cachorros, além de ter propriedades que ajudam à diminuir problemas do sistema gastrointestinal. A camomila pode ser ingerida em forma de chá e para isso você precisa de:

  • 250 ml de água fervida;
  • 1 colher de camomila.

Misture a camomila com a água previamente fervida, aguarde esfriar, coe e o chá de camomila e, estará pronto para ser consumido pelo seu animal. Além disso, existem outros produtos que também apresentam benefícios, como:

  • Aveia: a aveia apresenta propriedades que relaxam os animais, reduzindo o estresse. A aveia pode ser introduzida na alimentação do animal cozida ou crua, basta misturar no alimento do cachorro.
  • Lavanda: a lavanda é utilizada como calmante para humanos e animais, devido suas propriedades. Basta dissolver uma gota de lavanda onde o animal possa cheirar, não é preciso que o animal ingira a lavanda. É aconselhável pingar uma gota de lavanda (e não mais!) na cama em que o animal dorme.
  • Erva de São João: a erva de São João apresenta propriedades que podem controlar a ansiedade e a depressão em cães. A erva de São João pode ser encontrada em forma tintura ou em cápsulas e pode ser introduzida na alimentação do seu cachorro.

Cachorro com coceira e feridas

Uma das principais causas de cachorro com coceira e ferias é a sarna. Uma doença de pele causada por ácaros que além de deixar seu cachorro com coceira e feridas na pele, pode causar manchas vermelhas no corpo do animal. Os principais sintomas que a sarna provoca são:

  • Vermelhidão e inflamação da pele;
  • Arranhar constante;
  • Esfregar contra objetos e o solo em busca de alívio;
  • Perda de apetite;
  • Grande perda de peso;
  • Perda e enfraquecimento do pelo com zonas completamente sem pelo;
  • Descamação cutânea;
  • Feridas e bolhas na pele;
  • Mau cheiro da pele;
  • Pele seca, com crostas e grossa nas fases mais avançadas da sarna.

Existem alguns fatores que podem deixar o seu cachorro mais propenso em contrair sarna e estes incluem:

  • Falta de higiene (no ambiente e no cachorro);
  • Baixa imunidade;
  • Alimentação de baixa qualidade;
  • Contato constante com animais infectados.

Uma vez que seu cachorro for diagnosticado com sarna, o médico veterinário pode indicar os melhores remédios para tratar a doença e a coceira em cachorro. Os principais remédios indicados são as acaricidas, geralmente ivermectina, selamectina, moxidectina e milbemicina oxima.

Além desses medicamentos, você pode optar por remédios caseiros como o Aloé vera, que diminuem a sensação de coceira e auxilia na cicatrização da pele do seu cachorro. Para usar o Aloé vera como remédio caseiro para coceira no cachorro, você precisará realizar o seguinte procedimento:

  1. Limpe a região, com água e sabão neutro para uso veterinário;
  2. Aplique o suco de Aloé vera sobre a ferida.

Esse procedimento pode ser repetido 3 vezes ao dia. A aplicação de babosa, outro nome dado a esta planta, é recomendada para feridas superficiais.

Outro remédio caseiro para coceira no cachorro que você pode utilizar é o óleo de alho diluído em água. Essa substância tem potencial antibacteriano e ajuda a matar os ácaros que provocam a sarna. Basta aplicar um pouco da substância sobre a região afetada.

Remédio para coceira no cachorro - Cachorro com coceira e feridas

Coceira em cachorro pode ser alergia?

O processo alérgico se dá por uma resposta do sistema imunológico do cachorro à alguma substância que tenha tido contato recentemente. Essas substâncias podem ser diversas, como pólen, ervas, sementes, saliva de carrapato, saliva de pulga, produtos químicos de limpeza, ingredientes alimentares, entre outros.

Sintomas de alergia em cachorro

Os principais sintomas de alergia em cães são:

  • Irritação da pele;
  • Vermelhidão na pele;
  • Acúmulo de cera nos ouvidos;
  • Espirros frequentes;
  • Vômito;
  • Arroto;
  • Diarreia;
  • Perda de apetite.

Uma das doenças alergênicas mais comuns entre os cachorros é a dermatite atópica, uma doença inflamatória causada pela alergia à substâncias do meio em que o cão se encontra. Os animais começam à apresentar sinais dessa doença entre 3 meses e 6 anos de idade. Algumas raças de cachorro são mais propensas em adquiri-la como:

  • White Terrier;
  • Dálmata;
  • Labrador;
  • Pastor Alemão;
  • Boxer;
  • Shar Pei;
  • Bulldog Francês.

Entre os sintomas dessa doença estão, coceira excessiva, aparecimentos de feridas e lesões, quedas de pelos. O tratamento para curar a coceira em cachorro pode variar de acordo com qual substância o seu animal apresentou alergia. Mesmo que não seja uma tarefa fácil, é essencial que você descubra o que está causando essa reação no animal, para que assim, impeça que o cachorro entre em contato com essa substância. Nesses casos você pode contar com a ajuda de um médico veterinário, pois ele pode auxiliar com a investigação de substancias alergênicas para cachorros, além de realizar exames laboratoriais.

Enquanto você não encontrar a causa da coceira em cachorro, você pode utilizar alguns remédios para coceira no cachorro para abrandar os sintomas das alergias e garantir mais conforto ao animal. Podem ser utilizados remédios receitados pelo médico veterinário como anti-histamínicos por exemplo, clemastina, difenidramina, clorfeniramina, hydroxyzine, cyproheptadine, cremes, xampus e loções que tem por objetivo eliminar a coceira do cachorro e tratamentos de imunoterapia.

Além dos remédios tradicionais, existem algumas opções de remédios caseiros que você pode utilizar para ajudar o animal que esteja com coceira devido à alergia, como por exemplo:

Remédio para coceira em cachorro com aveia

A aveia é um remédio natural potente pois possui propriedades calmantes e anti-inflamatórias. Você poderá realizar um banho de aveia caso seu cachorro esteja com dermatite, pois ajudará a aliviar a coceira e a vermelhidão da pele do animal. Além da aveia, é ideal que você use bicarbonato de sódio no banho do seu animal, pois ele pode auxiliar com a desinfecção e hidratação de pele no cachorro. Para realizar o banho de aveia, você precisa de:

  • 2 xícaras de farinha de aveia;
  • 1 xícara de bicarbonato de sódio;
  • 3 xícaras de água.

Modo de preparo:

  1. Misture a farinha de aveia, o bicarbonato de sódio e a água;
  2. Limpe o seu cachorro nas regiões afetadas com sabonete neutro de uso veterinário e água morna;
  3. Sobre a pele molhada, aplique a mistura de farinha de aveia e bicarbonato de sódio nas regiões afetadas;
  4. Deixe a mistura agir por 15 minutos, e depois retire com água morna.

Esse remédio pode ser utilizado até duas vezes por semana.

Remédio para coceira em cachorro com tomilho

O tomilho é uma boa opções de remédio natural pois possui propriedades antissépticas, o que previne com que as feridas causadas com a dermatite infeccionem. Além disso, o tomilho pode aliviar a vermelhidão e coceira da pele do cachorro. Para utilizar o tomilho como remédio natural, você precisa de:

  • 1 punhado de tomilho;
  • 1 litro de água.

Modo de preparo:

  1. Misture o tomilho na água e ferva;
  2. Deixe a mistura cozinhar por 10 minutos;
  3. Espere a mistura esfriar;
  4. Lave o cachorro com água morna e sabonete neutro de uso veterinário;
  5. Sobre a pele molhada, aplique a infusão de tomilho nas regiões afetadas.

Remédio para coceira em cachorro com chá de camomila:

A camomila é um ótimo remédio natural pois apresenta propriedades calmantes, o que pode aliviar a coceira na pele do cachorro. Para fazer o chá de camomila, você precisa de:

  • 3 colheres de sopa de camomila;
  • 1 litro de água.

Modo de preparo:

  • Misture a camomila na água e ferva;
  • Coe a mistura e deixe-a esfriar;
  • Lave o cachorro com água morna e sabonete neutro de uso veterinário;
  • Sobre a pele molhada, aplique a infusão de camomila ainda morna nas regiões afetadas;
  • Deixe a solução secar naturalmente.

Remédio para coceira em cachorro com óleo essencial de lavanda

O óleo essencial de lavanda pode ser utilizado como remédio caseiro pois apresenta propriedades que hidratam a pele do cachorro, o que alivia a irritação na pele do animal. Além disso, essa substância atua como antisséptico e anti-inflamatório. Para utilizar o óleo essencial de lavanda, você precisa de:

  • Algum óleo vegetal como óleo de amêndoas doces;
  • Óleo essencial de lavanda.

Modo de preparo:

  1. Misture os dois óleos e esquente a mistura;
  2. Lave o cachorro com água morna e sabonete neutro de uso veterinário;
  3. Aplique a mistura de óleos ainda morna nas regiões afetadas na pele do cachorro;
  4. Deixe a mistura de óleos agindo por várias horas;
  5. Lave o animal novamente com água morna e sabonete neutro de uso veterinário.

Você pode utilizar esse remédio caseiro para coceira no cachorro até duas vezes por semana.

Remédio para coceira no cachorro - Coceira em cachorro pode ser alergia?

Coceira em cachorro por pulgas

Os principais sintomas para cachorro com pulga são:

  • Coceira excessiva;
  • Inchaço ao redor da ferida;
  • Comportamento de morder e lamber a pele.

Os sintomas do ataque de pulgas podem piorar caso o seu animal seja alérgico à suas picadas. Existem várias maneiras de eliminar pulgas do cachorro, com banhos constantes no animal, utilizar xampu anti-pulgas, pentes especiais para retirar esses parasitas e utilizar de anti-pulgas como bravecto e simparic. Além dos remédios anti-pulgas para cachorro, você pode optar por tratamentos caseiros como os seguintes.

Como curar coceira em cachorro com álcool e óleo

O álcool funciona como um antisséptico, o que deixa as pulgas em um estado de tontura, e o óleo auxilia na remoção dos parasitas.

Modo de preparo:

  1. Misture 2 partes de álcool e 1 parte de óleo em um recipiente;
  2. Umedeça um pano ou gaze com a solução;
  3. Passe no pelo do animal várias vezes.

Como curar coceira em cachorro com camomila

Para fazer a solução de camomila, você precisa de:

  • 1 colher de sopa de camomila;
  • 1 xícara de água.

Modo de preparo:

  1. Misture a camomila e a água, ferva a mistura e coe;
  2. Molhe um algodão ou gaze na solução e aplique na pele do animal, principalmente atrás das orelhas, nuca, e ao redor do ânus.

Como curar coceira em cachorro com frutas cítricas

Você pode utilizar limão, laranja, tangerina, entre outras frutas cítricas. Para fazer esse remédio caseiro para coceira no cachorro, você precisa de:

  • 1/2 litro de água;
  • 2 metades da fruta cítrica.

Modo de preparo:

  1. Misture a água e a fruta cítrica e ferva por dois minutos;
  2. Abaixe o fogo ao mínimo e deixe cozinhando por meia hora;
  3. Deixe a solução esfriar;
  4. Coloque a solução em um pulverizador;
  5. Aplique a solução em todo o corpo do animal (cuidado com os olhos do cachorro).

Como curar coceira em cachorro com vinagre de maçã:

O vinagre de maçã atua como antibactericida e exterminador de pulgas, um ótimo remédio para coceira em cachorro.

Modo de preparo:

  1. Misture 1 parte de água e 1 parte de vinagre de maçã;
  2. Banhe algodão ou gaze na mistura;
  3. Passe o algodão ou a gaze por todo o corpo do animal.

Como curar coceira em cachorro com levedura de cerveja:

A levedura de cerveja modifica o odor do sangue e o torna desagradável para as pulgas. Além disso, tem potencial de curar as feridas provocadas pela coceira no cachorro.

Modo de preparo:

  1. Espalhe 1 colher de sopa de levedura de cerveja em pó no corpo do cachorro e esfregue com água;
  2. Enxagúe bem o corpo do cachorro.

LEMBRE-SE: NENHUMA DAS DICAS ACIMA SUBSTITUI A IDA AO VETERINÁRIO, SÃO APENAS MEDIDAS PALIATIVAS

Tipos de escovas para cachorro

Escolher a escova segundo o tipo de pelo

Tal como referimos, em função do tipo de pelo do nosso cachorro devemos utilizar uma escova diferente. Além disso, a frequência com que terá que escovar o pelo do seu cachorro também dependerá do comprimento, grossura e quantidade de perda do mesmo. Existem raças de cachorros com uma maior tendência à queda de pelo que outras, que pelo contrário, não soltam pelo.

Depois da hora do passeio, a escovação do pelo é um dos melhores momentos do dia para o nosso cachorro. Se o realizarmos de forma adequada, vamos lhe proporcionar um estado de relaxamento e satisfação cada vez que retirarmos a sujeira acumulado no seu pelo, desembaraçarmos os nós que aparecerem e mantermos em perfeitas condições a saúde da sua pele. No entanto, uma má escolha da escova ou não saber como escovar o pelo pode derivar em um momento realmente incômodo e muito desagradável para o nosso cachorro.

No geral, diferenciamos três tipos de pelo: curto, médio e comprido. Cada um deles precisa de um tipo de escova específica e frequências diferentes de escovação. Vamos ver de seguida que escovas devemos adquirir para pentear o nosso cachorro consoante tiver um pelo curto, médio ou comprido.

Tipos de escovas para cachorro - Escolher a escova segundo o tipo de pelo

Escovas para cachorros de pelo curto

Os cachorros de pelo curto precisam de um cuidado do pelo muito mais leve. Ao contarem com uma pelagem muito pouco densa, não precisam de mais de duas ou três escovações por semana. Dentro das raças consideradas de pelo curto, existem diferentes medidas e caraterísticas do pelo que determinarão se devemos realizar duas ou três escovações semanais. Por exemplo, o Chihuahua é um cachorro de pelo curto e costuma perder uma grande quantidade de pelo, por isso precisará de mais escovações que um Dálmata ou um Boxer, que não perdem tanto pelo.

Os cachorros com este tipo de pelo precisam de escovas que se limitem a eliminar o pelo a mais, pois não têm a possibilidade de acumular nós nem sujeira em excesso. Assim, vamos precisar de uma escova ou luva de cerdas de borracha ou plástico, para evitar machucar a pele do nosso cachorro e arrancar pelos que não devemos. Além disso, estas escovas são muito simples de limpar e manter em perfeitas condições.

Tipos de escovas para cachorro - Escovas para cachorros de pelo curto

Escovas para cachorros de pelo médio

Os cachorros de pelo médio como o Pastor Alemão, o Border Collie ou o Golden Retriever, que têm mais quantidade de pelo que os anteriores, precisam de um mínimo de quatro escovações por semana. Se tivermos tempo suficiente para escovar o pelo uma vez por dia, o nosso companheiro peludo irá nos agradecer e conseguiremos manter a limpeza de casa em harmonia.

Ao contar com um pelo mais comprido, grosso e denso que os de pelo curto, precisamos de uma escova de cerdas metálicas finas e juntas, conhecidas como rasqueadeiras, para poder retirar o pelo morto acumulado. Estes cachorros costumam perder bastante quantidade de pelo, pelo que se não tirarmos irá acumulando e ficar espalhado por toda a casa.

Tipos de escovas para cachorro - Escovas para cachorros de pelo médio

Escovas para cachorros de pelo comprido

Os cachorros de pelo comprido são os que precisam de mais atenção quanto ao cuidado do seu pelo, visto que costumam ter mais nós, acumular sujeira e, a maioria, a perder uma grande quantidade de pelo. Assim, teremos que escovar todos os dias o pelo do nosso cachorro, depois de cada passeio. No entanto, no PeritoAnimal recomendamos que combine a escovação diária em casa com uma sessão de estética canina por mês, no mínimo.

Para os cachorros com um pelo mais comprido e, além disso, pele delicada, como os Yorkshire, precisamos de uma escova de dupla face, com cerdas redondas de um lado e outras mais duras de pelo sintética no outro. Assim, podemos passar primeiro a parte de cerdas redondas, desembaraçar o pelo com muito cuidado e eliminar o pelo morto e, de seguida passar o outro lado para dar suavidade e brilho ao pelo.

Para os cachorros de pelo comprido com a pele mais grossa e menos delicada, podemos utilizar primeiro uma escova de cerdas metálicas como a que utilizamos para o pelo médio para desembaraçar e eliminar a sujeira facilmente. Ao ter mais quantidade de pelo, deverá fazê-lo com muito cuidado para não machucar o animal com puxões.

Tipos de escovas para cachorro - Escovas para cachorros de pelo comprido

Escovas para cachorros de água

Por último, é importante diferenciar o pelo dos cachorros de água, que é caraterizado por ser frisado e muito denso. Os cachorros como os Poodle, Caniches, Bichon Frisé, entre outros, precisam de uma escova muito diferente das vistas nas secções anteriores. Para poder desembaraçar o seu pelo sem o danificar ou arrancar, eliminar a sujeira e mantê-lo saudável e forte, vamos precisar de um pente de cerdas metálicas grossas e separadas, também chamado de desembolador.

Deverá escová-lo com este pente todos os dias, depois de cada passeio, para evitar a formação de nós. Embora sejam cachorros que não costumam perder pelo, têm tendência a gerar uma grande quantidade de nós e acumular areia, terra, etc. Desta forma, se tem um cachorro de água e vir que perde muito pelo, deverá levá-lo ao veterinário para que este o examine e averigue se tem alguma deficiência alimentar.

Tipos de escovas para cachorro - Escovas para cachorros de água

Pelo de cachorro – Dicas para escovar corretamente

Porque escovar o pelo do cachorro

A função principal da escovação do pelo de um cachorro é a de eliminar o pelo morto e as células mortas de sua derme. Geralmente, é aconselhável escovar o pelo do seu cachorro todos os dias mais ou menos de 4 a 5 minutos, do que uma escovação mensal mais a fundo. Esse hábito, é como escovar os dentes, simples e devemos fazer todos os dias.

A função secundária de escovar o pelo do cachorro é mantê-lo penteado e bonito, mas claro, tudo depende do tipo de pelo, qual o método usar, o tempo e as características principais do pelo.

É importante entender o porquê de ter que escovar o pelo do seu cachorro e saber como fazer para tornar essa atividade divertida para os dois.

Pelo de cachorro - Dicas para escovar corretamente - Porque escovar o pelo do cachorro

Escova para cachorro: dicas para escolher bem

Massagem, sim! Arranhões, não! Com isso, queremos dizer que é super importante escovar o pelo do seu cachorro com cuidado pois, embora existam vários tipos de escovas para cachorro no mercado, com grandes diferenças de preço e modelos, o mais importante é encontrar a ideal para o seu cachorro e não fazer com que esse momento seja associado a algo ruim.

Uma escova de plástico com bolinhas nas pontas é uma excelente opção pois, não vai machucar seu cachorro e ainda vai deixá-lo com um pelo macio e brilhante. Este tipo de escova é possível de ser utilizado em quase todos os tipos de pelo, inclusive para os cachorros de pelo curto.

Pelo de cachorro - Dicas para escovar corretamente - Escova para cachorro: dicas para escolher bem

Cachorro de pelo curto: como escovar

No caso de cachorros de pelo curto, você deve escovar várias vezes no sentido do pelo, suavemente, pra eliminar qualquer tipo de embaraço. Em seguida, você deve escovar na direção contraria ao pelo, com intensidade moderada, para massagear a derme e eliminar as células mortas da pele e, ao mesmo tempo, ativar a circulação sanguínea. Na última fase, volte a escovar o pelo na direção natural para deixar o seu cachorro perfeitamente penteado. As escovas para cachorro de pelo curto mais indicadas são com cerdas de borracha ou plástico.

Pelo de cachorro - Dicas para escovar corretamente - Cachorro de pelo curto: como escovar

Cachorro de pelo médio: como escovar

Os cachorros de pelo médio precisam de uma escova para desembaraçar os possíveis nós que se formam. As escovas mais indicadas são de plástico e de metal, mas com os dentes da escova macias para não arranhar a pele do cachorro. Neste tipo de pelagem é aconselhável que as cerdas das escovas sejam mais compridas que nos cachorros de pelo curto.

O processo de escovação é exatamente igual ao do pelo de cachorro curto. Primeiro a favor do pelo, depois contra o pelo e finalmente, a favor do pelo para deixá-lo bem arrumadinho. Sempre de forma suave. Com esses movimentos é possível eliminar qualquer tipo de emaranhados em seu pelo, mas lembre-se, o cachorro deve aproveitar o momento, por isso, cuidado para não machucá-lo. Verifique sempre se está fazendo os movimentos corretos e se a é a melhor escova para o tipo de pelo do cachorro.

Pelo de cachorro - Dicas para escovar corretamente - Cachorro de pelo médio: como escovar

Cachorro de pelo longo: como escovar

Nos cachorros de pelo longo, a escova usada deve ser mais específica, pois neste tipo de pelagem é comum que você tenha dúvidas de como fazer para desembolar pelo de cachorro. É importante que você revise antes se ele tem o pelo muitos nos pois é preciso tirá-los antes de começar a penteá-lo.

Uma boa dica para escovar um cachorro peludo é umedecer um pouco o pelo com algum tipo de condicionador, quanto mais longo for o pelo maiores devem ser as cerdas da escova.

Quando fizer a escovação contra o pelo, faça com suavidade e bastante cuidado. No final, deixe o pelo do seu cachorro completamente seco.

Pelo de cachorro - Dicas para escovar corretamente - Cachorro de pelo longo: como escovar

Pelo encaracolado: como escovar

Nos cachorros de pelo cacheado comece a escovação com um pente largo com os dentes separados e com pontas arredondadas, próprio para este tipo de pelo, para evitar que puxem os pelos e acabem machucando seu cachorro. Elimine os nós com tesouras, tentando deixar o pelo uniforme e não machucar o dog. Logo, penteie com muita suavidade contra o pelo para evitar que adquira eletricidade estática e perda momentaneamente seus cachos. Com a mesma escova e suavidade, penteie a favor do pelo.

Pelo de cachorro - Dicas para escovar corretamente - Pelo encaracolado: como escovar

Benefícios de escovar seu cachorro

As boas práticas de cuidado com o pelo do cachorro resultará positivamente em sua saúde, já que assim, consegue detectar imediatamente se sofre a presença de algum parasita ou alguma ferida. Se você colocar alguma toalha ou papel em baixo do cachorro enquanto o penteia, será muito mais fácil de limpar depois.

Esperamos que essas recomendações de como escovar o pelo de cachorro corretamente tenham sido úteis. Compartilhe a sua experiência nos comentários.

Pelo de cachorro - Dicas para escovar corretamente - Benefícios de escovar seu cachorro

O que fazer para limpar um gato sem lhe dar banho

O gato lava-se ele próprio

Os gatos são animais muito limpos que dedicam uma grande parte do dia a lamber todos os cantos do seu pelo para eliminar sujeira e nós, por isso não é de estranhar que por vezes sofram da ingestão das conhecidas bolas de pelo.

Estes animais podem permanecer até mais de 4 horas por dia lavando-se e higienizando-se. A sua língua é rugosa e áspera, o que permite eliminar a sujidade acumulada nos sítios mais escondidos do seu pelo.

Além do pelo, os gatos precisam da nossa ajuda, pois também precisam de limpar os olhos, orelhas e boca, lugares delicados que são de difícil acesso para eles.

O que fazer para limpar um gato sem lhe dar banho - O gato lava-se ele próprio

Casos de sujidade extrema

Se o seu gato chegou a casa especialmente sujo, pode pensar em lavá-lo você mesmo, pois às vezes é preferível agir antes que o nosso pet engula sujeira, por exemplo. Para estes casos tem várias ferramentas que o podem ajudar a eliminar a sujidade:

  • A primeira é o shampoo seco que encontrará em qualquer loja de animais. Este shampoo é indicado para casos em que o animal tem bastante aversão à água. A sua textura é espumosa e apenas precisará de uma escovação para retirar o produto. São uma opção muito acertada.
  • Se não tiver tempo de comprar um produto específico, pode em casa tentar limpá-lo um pouco com toalhinhas úmidas para bebê. Deve fazer isto pouco a pouco e com suavidade, como se estivesse lambendo o seu gato, desta forma o processo irá se converter em uma interação social que fará com que o seu gato se sinta bem e o deixe limpar.

Lembre-se que pode prevenir a ingestão das bolas de pelo, sujeira leve e o aparecimento de parasitas escovando regularmente o seu gato. Procure uma escova que ele goste e dedique tempo a escová-lo e a fazê-lo sentir-se confortável ao seu lado.

O que fazer para limpar um gato sem lhe dar banho - Casos de sujidade extrema

Outras partes do corpo

Como referimos antes, existem três zonas de difícil para o gato e, é aí que o nosso pet precisa da nossa ajuda. Limpar as orelhas ao seu gato não é uma missão fácil, pois trata-se de um buraco que conta com partes muito delicadas que não devemos magoar. Existem sprays específicos para a higiene desta zona, embora também possa fazer uma limpeza mais superficial com uma gaze, consulte o seu veterinário para saber como deve fazê-lo.

Também deve limpar os olhos, pois por vezes podem se acumular remelas que devemos eliminar. Será suficiente utilizar uma gaze ou um pano úmido. Por último, a boca deve ser a sua última preocupação. É inevitável a acumulação de tártaro e, por isso deve levar a cabo uma limpeza regular utilizando pasta de dentes específica para gatos, oferecendo-lhe brinquedos para morder e ração seca

O que fazer para limpar um gato sem lhe dar banho - Outras partes do corpo

como cuidar da pelagem do seu pet

Chega de pelos pela casa! Saiba como cuidar da pelagem do seu pet para diminuir a queda dos fios

Nem a melhor faxina do mundo funciona: só quem tem um animal de estimação sabe como é preciso aprender a conviver com os pelos pela casa. Gatos e cachorros, naturalmente, passam pelo processo constante de troca dos pelos. No entanto, é possível diminuir ou amenizar a queda da pelagem do seu pet, tomando alguns cuidados básicos. Quer saber como? Então olha só as dicas da Puro Afeto:

1. Tesoura neles!

A tosa é importante para eliminar de uma vez os pelos indesejados que estão em excesso e irão inevitavelmente cair. E tem mais: ela ainda evita a proliferação de fungos e bactérias na pelagem do seu pet. Por isso, invista no trabalho da tesoura pelo menos uma vez a cada dois meses, levando em consideração a raça e o tempo de crescimento do pelo do seu bichinho.

2. A importância da escovação

Escovar o seu pet todos os dias ou, pelo menos, 3 vezes na semana também é importante para descartar os pelos que estão em fase de caimento. Atente-se para a forma correta de escovação, sempre na direção do pelo, a fim de remover os fios que estão soltos e não machucar o seu animal de estimação.

Aqui na Puro Afeto nós indicamos e disponibilizamos um tratamento especial para diminuir a quantidade de pelos espalhados pela casa: o banho FURminator® utiliza a escova que tem renome mundial quando o assunto é redução da queda de pelos. Com a retirada dos sub pelos e dos pelos mortos, a pelagem como um todo fica mais viva e brilhosa.

3. Banhos e higiene

O banho regular também é importante para evitar a umidade corporal em excesso e estimular a troca de pelos do seu amigo. O ideal é consultar um especialista para saber a periodicidade ideal de banhos para cada pet.

4. Tome sol com o seu peludo!

Você sabia que o sol é fundamental para o bem-estar do seu pet? Assim como os humanos, a absorção da vitamina D e outros hormônios provenientes do sol são fundamentais para o fortalecimento dos ossos dos cães e também para a melhora do sono e do humor, influenciando diretamente na aparência e saúde da pelagem animal. Por isso, passeie com o seu bichinho durante o dia, respeitando os horários em que o sol está mais fraco. Além disso, é importante também separar um cantinho da casa que bata sol e deixar a área de livre acesso para os animais. Evite o sol em excesso!

5. Alimentação

A alimentação inadequada é um dos principais fatores que leva à queda de pelos do animal. Por isso, deve-se prestar muita atenção com a dieta do seu bichinho, dando preferência para rações de boa qualidade, que contenham todos os nutrientes necessários para o seu companheiro.

6. Doenças da pele e consultas com o veterinário!

Se o seu pet apresenta queda anormal dos pelos acompanhada de sintomas como coceira, feridas e descamação na pele, é fundamental avaliar o caso com o médico veterinário. Essas coceiras podem ser um início de dermatite e quanto antes tratá-la, melhor.

Alimentos proibidos para gatos

e você tem um gato, é importante que conheça todos os alimentos que são bons para o seu organismo e evite oferecer produtos que não pode digerir corretamente. Quando um gato come algum alimento que não é adequado para ele, pode sentir indigestões, ter vômitos, diarreia, ou até desenvolver alguma doença. Por isso, é essencial que o tutor conheça os alimentos proibidos para gatos e que saiba, assim, o que pode e o que não pode dar ao seu pet.

Meu Pet indica quais são esses alimentos que é melhor manter longe do focinho do seu gato: tome nota!

O que um gato NÃO pode comer

  • Alimentos salgados

O sal não é bom para os gatos porque, se ingerido em excesso, pode acabar acumulando no rim e isso vai criar problemas na hora de drenar e eliminar toxinas; além disso, o excesso de sal também, pode provocar hipertensão. Por esse motivo, alimentos que contenham muito sal como os embutidos, por exemplo, não são recomendados para esses animais. O presunto ou o peru baixos em sal podem ser oferecidos ao seu pet ocasionalmente.

  • Leite e produtos lácteos

Depois de passar a fase de amamentação, o gato não deve voltar a tomar mais leite porque se torna intolerante à lactose. Se o tutor oferecer leite ao animal, ele pode sofrer transtornos digestivos como vômitos, diarreias, etc.

  • Limão e vinagre

O ácido do limão e do vinagre pode prejudicar o seu melhor amigo e causar dores no seu pequeno estômago, além de vômitos e mal-estar.

  • Cebola, alho poró e alho

Estes alimentos são muito tóxicos para os gatos (e também para os cachorros). Isso acontece porque eles contêm uma propriedade que consegue destruir os glóbulos vermelhos e provocar anemia no sangue. Dessa forma, é essencial que nunca ofereça esses ingredientes ao seu gato assim como restos de comida que os incluam.

  • Chocolate

É outro dos alimentos proibidos para gatos e cachorros porque contem uma substância que é tóxica para certos animais (conhecida como “teobromina”). O chocolate pode acelerar o ritmo cardíaco do seu gato, provocar vômitos e diarreias, falhas no seu organismo e até chegar a provocar a morte do animal.

  • Abacate

É uma fruta muito rica em gordura e não deve ser oferecida ao seu gato pois pode provocar problemas no estômago e até pancreatite. Em geral, não deve dar alimentos gordurosos ao seus pets pois eles não serão capazes de digeri-los bem, desenvolvendo sérios problemas intestinas (doces, pastelaria, frituras, molhos, etc)

  • Frutos secos

São ingredientes que também são gordurosos e, além de não serem bem assimilados pelo estômago do animal, também podem provocar falhas renais, diarreias e problemas digestivos.

  • Peixe cru

Tártaros, Sushi ou qualquer receita que inclua peixe cru nunca deve ser oferecida a um gato pois contem uma enzima que provoca uma deficiência de vitamina B n organismo do animal. A falta dessa vitamina pode provocar problemas graves como convulsões e até causar um estado de coma. Além disso, também pode conter bactérias que provocam intoxicaçoes alimentares.

  • Doces

Já foi mencionado que os alimentos com gordura não devem ser oferecidos aos gatos, e os doces estão incluídos. Além disso, não se aconselha que essa comida seja oferecida pois pode fazer com que o animal sofra de insuficiência hepática.

  • Uvas e passas

São muito prejudiciais aos gatos poque podem chegar a provocar falhas no rim e até insuficiência renal. Nem sequer é necessário que o animal coma uma grande quantidade porque as doses pequenas também o afetam negativamente.

Alimentos proibidos para gatos - O que um gato NÃO pode comer

Outras considerações sobre a alimentação dos gatos

Além dos alimentos proibidos para gatos listados acima, deve ter em conta outros aspetos em relação à alimentação para que nunca prejudique o seu pet dessa forma.

  • Nunca ofereça ossos nem espinhas de peixe: pode asfixiar e até machucar os seus órgãos, perfurando o intestino ou bloqueando o trato intestinal. Assim, tenha muita atenção ao que oferece ao seu gato.

  • Plantas como os lírios, a flor-da-Páscoa (planta de Natal), hera ou oleandro são plantas tóxicas para os gatos, opor isso evite te-las em casa porque o animal será atraído por elas e comê-las.
  • Não alimente o seu gato com comida para cachorros pois as necessidades nutritivas dos dois animais são muito diferentes. Os gatos necessitam de um aminoácido que é conhecido como taurina e que, se não for ingerido nas doses necessárias, pode doenças graves de coração.
  • O atum que as pessoas comem não é bom para os gatos. Não se trata de um alimento tóxico, mas carece de taurina por isso não alimente o seu gato com esse produto, ele não estará recebendo os nutrientes essenciais que necessita para estar forte e são.

Plantas tóxicas para gatos

Tal como os cachorros, os gatos são animais que também costumam comer plantas para depurar o seu organismo ou adquirir determinadas vitaminas que a sua alimentação normal não lhes proporciona. Embora nos possa parecer algo normal e inofensivo, a verdade é que devemos ter muito cuidado com as plantas que adquirimos para decorar a nossa casa ou jardim, pois existem muitas bastante tóxicas para eles.

Essas plantas podem causar no felino danos dermatológicos, digestivos, neurológicos, cardíacos, renais ou, inclusive, a morte. Para evitar que isto aconteça, no Meu Pet explicamos-lhe quais são as plantas tóxicas para gatos mais comuns e o que provoca a sua ingestão no seu pet.

O que a intoxicação por plantas causa nos gatos

Em função do tipo de planta tóxica que o nosso gato tiver ingerido ou tocado, irá desenvolver sintomas diferentes. Os transtornos e problemas de saúde mais comuns que causam no felino são os seguintes:

  • Transtornos digestivos

Costumam causar problemas gastrointestinais que causam diarreia aguda, vômitos e gastroenterite hemorrágica, insuficiência hepática que causa perda de apetite e falta de ânimo (além de diarreia e vômitos), e gastrite aguda, principalmente.

  • Transtornos neurológicos

As plantas que afetam o sistema nervoso podem causar convulsões, espasmos, salivação excessiva, falta de coordenação, alucinações e, inclusive, apresentar danos oculares ou dilatação das pupilas.

  • Transtornos cardíacos

Podem aumentar o ritmo cardíaco do animal, produzir arritmias, dificuldades respiratórias e, nos casos mais graves, paragem cardíaco.

  • Insuficiência renal

Costuma apresentar os primeiros sintomas passadas algumas horas depois da intoxicação, sendo o principal os vômitos, pelo que se pode confundir com um transtorno gastrointestinal. À medida que os dias avançam e a insuficiência renal se torna mais extensa, os vômitos param e aparecem outros indícios, como perda de peso (anorexia), desidratação e depressão.

  • Dermatite alérgica

Este tipo de condição aparece por contato direto com a planta tóxica e desenvolve irritação na zona afetada, inflamação, coceira e dor intensa, vermelhidão e, inclusive, perda de pelo.

Dependendo do tipo de intoxicação e da planta, o gato pode desenvolver um tipo de transtorno ou vários. De seguida, mostramos-lhe as plantas tóxicas mais comuns em função do tipo de dano que o seu consumo ou toque causam no gato.

Plantas tóxicas para gatos - O que a intoxicação por plantas causa nos gatos

Plantas que causam transtornos digestivos, neurológicos ou cardíacos

As plantas tóxicas mais comuns que causam transtornos cardíacos, danos no sistema digestivo ou nervoso do gato são as seguintes:

  • Oleandro. Desenvolve principalmente problemas gastrointestinais, mas em função da quantidade ingerida, também pode causar dificuldade respiratória, arritmias e paragem cardíaco nos casos mais extremos. Pode causar também febre e sonolência.
  • Azaleia. Embora afete principalmente o sistema digestivo, causando diarreia, vômitos e salivação excessiva. Em pequenas quantidades, pode desenvolver também uma falta de coordenação acompanhada de alucinações. Ingerir quantidades mais elevadas pode provocar danos digestivos agudos, dificuldade respiratória, alteração do ritmo cardíaco, convulsões hipertensão, coma e, inclusive, a morte nos casos mais graves.
  • Dieffenbachia. Todas as partes desta planta são tóxicas para os gatos, pelo que pode sofrer danos após ingeri-la ou, simplesmente, por contato direto. Por contato, a planta causa transtornos dermatológicos, tais como irritação, inflamação da zona, vermelhidão ou bolhas. Por ingestão, causa ardor bucal no momento, pelo que o mas comum é que o gato a deixe de comer de imediato. Além disso, provoca inflamação da garganta, dor, inchaço do pescoço, estômago e esófago, dificuldade para engolir, salivação excessiva, vômitos, dificuldade respiratória e, nos casos mais graves, asfixia.
  • Eucalipto. Esta é uma das plantas mais fáceis de encontrar em florestas e zonas públicas com jardins, pelo que se o seu gato costuma fugir de casa ou se lhe dá liberdade total para sair, deve ter muito cuidado. Ingerir esta planta causa transtornos gastrointestinais, diarreia e vômitos.
  • Hera. Todas as partes desta planta são venenosas, em especial os seus frutos que são altamente perigosos. A sua ingestão causa tanto transtornos gastrointestinais, como diarreia e vômitos, como espasmos e aceleramento do ritmo cardíaco. Além disso, o simples contato com a pele desenvolve no nosso gato dermatite e erupções. Nos casos mais graves no quais se consume uma maior quantidade desta planta, pode causar a morte.
  • Hortênsia. São tóxicas tanto as folhas como as flores, e os sintomas mais comuns que apresenta uma intoxicação por esta planta são próprios dos transtornos gastrointestinais (diarreia, vômitos e dor abdominal). Em função da quantidade ingerida, pode afetar o sistema nervoso provocando problemas de habilidades motoras, como a falta de coordenação.
  • Jacinto. Embora as flores sejam tóxicas, a parte mais perigosa para os gatos é o bulbo. Provoca transtornos digestivos como a irritação gastrointestinal, diarreia e vômitos.
  • Lírio. Ingerir esta planta tóxica para gatos causa principalmente transtornos digestivos, como diarreia, vômitos, dor abdominal e mal-estar geral. Nos casos mais graves pode provocar hipertensão e aumento da pressão arterial do felino.
  • Maconha. Apesar de ser ilegal ter esta planta em casa, deve saber que a sua ingestão é altamente tóxica para o gato. Causa sintomas como falta de coordenação, vômitos, diarreia, babar de forma excessiva, convulsões, aumento do ritmo cardíaco e, em casos piores, coma.
  • Visco. A parte mais tóxica desta planta é o fruto e, são precisas quantidades bem grandes para causar uma intoxicação grave. Causam danos gastrointestinais que desenvolvem vômitos, diarreia e mal-estar geral no felino. Também pode provocar uma dilatação das pupilas e salivação excessiva. Nos casos em que se ingerir uma grande quantidade de frutos, os danos causados serão neurológicos e cardiovasculares, provocando dificuldade respiratória, asfixia, aumento da frequência cardíaca, taquicardia, falta de coordenação, convulsões, coma e, inclusive, paragem cardíaca.
  • Poinséttia. Uma das plantas mais comuns em casa durante o inverno e, por sua vez, uma das mais tóxicas para os gatos. Se a ingerir, pode causar transtornos digestivos que irão provocar diarreia, vômitos e dor abdominal. No caso de ter contato direto com a seiva da planta, esta causará irritação na pele e nos olhos do felino, coceira e erupções.
  • Narciso. Todas as variedades do narciso são tóxicas para gatos na sua totalidade. Pelo contato a planta desenvolve irritação na pele, enquanto que se for ingerida causa problemas gastrointestinais graves como vômitos e diarreia aguda, inflamação e dor abdominal, e transtornos cardíacos que podem levar à morte do animal.
  • Tulipa. Todas as partes da tulipa são tóxicas, a sua ingestão pode provocar no gato uma irritação gastrointestinal acompanhada de vômitos e diarreia.

Além destas plantas tóxicas, existem outras altamente perigosas para os felinos que também causam problemas digestivos, nervosos ou cardíacos: alho, damasqueiro e macieira (as sementes e caroços das frutas são tóxicos), aconitum, ligustro, tremoços, aloe, ranúnculo, castanheiro-da-índia, cebola, açafrão de outono, dedaleira, estramônio, jasmim amarelo, louro, rododendro, sambucus e teixo.

Se tem qualquer uma destas plantas em casa deverá certificar-se de que permanece longe do alcance do seu gato. Além disso, se suspeitar que o seu felino se intoxicou pela ingestão ou contato direto de alguma delas, não hesite e leve-o ao veterinário o quanto antes. Lembre-se que a gravidade dos sintomas está relacionada com a quantidade ingerida da planta e que, inclusive, algumas são mortais.

Plantas tóxicas para gatos - Plantas que causam transtornos digestivos, neurológicos ou cardíacos

Plantas tóxicas para gatos que prejudicam a função renal

As plantas mais comuns que causam uma disfunção do sistema renal nos gatos são as liliáceas (como as tulipas e os lírios) e as hemerocallis. Todas as partes de ambas as plantas são altamente tóxicas, a sua toxicidade é tanta que basta ingerir uma simples folha para desenvolver os sintomas.

No caso de morder ou ingerir um das duas plantas, o gato terá vômitos, perda de apetite e fraqueza. À medida que os danos no sistema renal avançam, o felino irá reduzir os vômitos até ao seu total desaparecimento, começará a provocar anorexia devido à falta de alimento e, pode inclusive deixar de produzir urina.

Os sintomas não são imediatos, os primeiros sinais costumam aparecer passadas duas horas após a ingestão da planta. Se não se aperceber disso, a insuficiência renal torna-se aguda passados os três dias após a intoxicação. Por isso, é imprescindível consultar o veterinário, visto que apenas o tratamento médico pode salvar a vida do seu gato.

Plantas tóxicas para gatos - Plantas tóxicas para gatos que prejudicam a função renal

Plantas tóxicas para gatos que causam dermatite alérgica

Além das plantas anteriores que provocam transtornos dermatológicos e gastrointestinais, existem outras plantas que podem causar este tipo de problemas no nosso gato. As mais comuns são as seguintes:

  • Nenúfar
  • Margarida
  • Urtiga
  • Prímula
  • Jiboia

Uma vez que o seu gato tenha o contato direto com alguma destas plantas, desenvolverá irritação na pele, erupções, vermelhidão, inflamação, coceira, dor intensa, ardor, bolhas e, inclusive alopecia localizada. No caso de as ingerir, podem provocar ardores bucais e problemas gastrointestinais.

Nos casos leves por contato, podemos tratar o dano com pomadas anti-inflamatórias que contenham cortisona, receitadas sempre por especialistas veterinários, e cobrir a zona afetada com compressas frias para acalmar os ardores. No entanto, nos casos mais graves é indispensável consultar o veterinário para que este administre ao felino por via intravenosa o tratamento anti-alérgica mais adequado.

Plantas tóxicas para gatos - Plantas tóxicas para gatos que causam dermatite alérgica