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O que fazer para limpar um gato sem lhe dar banho

O gato lava-se ele próprio

Os gatos são animais muito limpos que dedicam uma grande parte do dia a lamber todos os cantos do seu pelo para eliminar sujeira e nós, por isso não é de estranhar que por vezes sofram da ingestão das conhecidas bolas de pelo.

Estes animais podem permanecer até mais de 4 horas por dia lavando-se e higienizando-se. A sua língua é rugosa e áspera, o que permite eliminar a sujidade acumulada nos sítios mais escondidos do seu pelo.

Além do pelo, os gatos precisam da nossa ajuda, pois também precisam de limpar os olhos, orelhas e boca, lugares delicados que são de difícil acesso para eles.

O que fazer para limpar um gato sem lhe dar banho - O gato lava-se ele próprio

Casos de sujidade extrema

Se o seu gato chegou a casa especialmente sujo, pode pensar em lavá-lo você mesmo, pois às vezes é preferível agir antes que o nosso pet engula sujeira, por exemplo. Para estes casos tem várias ferramentas que o podem ajudar a eliminar a sujidade:

  • A primeira é o shampoo seco que encontrará em qualquer loja de animais. Este shampoo é indicado para casos em que o animal tem bastante aversão à água. A sua textura é espumosa e apenas precisará de uma escovação para retirar o produto. São uma opção muito acertada.
  • Se não tiver tempo de comprar um produto específico, pode em casa tentar limpá-lo um pouco com toalhinhas úmidas para bebê. Deve fazer isto pouco a pouco e com suavidade, como se estivesse lambendo o seu gato, desta forma o processo irá se converter em uma interação social que fará com que o seu gato se sinta bem e o deixe limpar.

Lembre-se que pode prevenir a ingestão das bolas de pelo, sujeira leve e o aparecimento de parasitas escovando regularmente o seu gato. Procure uma escova que ele goste e dedique tempo a escová-lo e a fazê-lo sentir-se confortável ao seu lado.

O que fazer para limpar um gato sem lhe dar banho - Casos de sujidade extrema

Outras partes do corpo

Como referimos antes, existem três zonas de difícil para o gato e, é aí que o nosso pet precisa da nossa ajuda. Limpar as orelhas ao seu gato não é uma missão fácil, pois trata-se de um buraco que conta com partes muito delicadas que não devemos magoar. Existem sprays específicos para a higiene desta zona, embora também possa fazer uma limpeza mais superficial com uma gaze, consulte o seu veterinário para saber como deve fazê-lo.

Também deve limpar os olhos, pois por vezes podem se acumular remelas que devemos eliminar. Será suficiente utilizar uma gaze ou um pano úmido. Por último, a boca deve ser a sua última preocupação. É inevitável a acumulação de tártaro e, por isso deve levar a cabo uma limpeza regular utilizando pasta de dentes específica para gatos, oferecendo-lhe brinquedos para morder e ração seca

O que fazer para limpar um gato sem lhe dar banho - Outras partes do corpo

Plantas tóxicas para gatos

Tal como os cachorros, os gatos são animais que também costumam comer plantas para depurar o seu organismo ou adquirir determinadas vitaminas que a sua alimentação normal não lhes proporciona. Embora nos possa parecer algo normal e inofensivo, a verdade é que devemos ter muito cuidado com as plantas que adquirimos para decorar a nossa casa ou jardim, pois existem muitas bastante tóxicas para eles.

Essas plantas podem causar no felino danos dermatológicos, digestivos, neurológicos, cardíacos, renais ou, inclusive, a morte. Para evitar que isto aconteça, no Meu Pet explicamos-lhe quais são as plantas tóxicas para gatos mais comuns e o que provoca a sua ingestão no seu pet.

O que a intoxicação por plantas causa nos gatos

Em função do tipo de planta tóxica que o nosso gato tiver ingerido ou tocado, irá desenvolver sintomas diferentes. Os transtornos e problemas de saúde mais comuns que causam no felino são os seguintes:

  • Transtornos digestivos

Costumam causar problemas gastrointestinais que causam diarreia aguda, vômitos e gastroenterite hemorrágica, insuficiência hepática que causa perda de apetite e falta de ânimo (além de diarreia e vômitos), e gastrite aguda, principalmente.

  • Transtornos neurológicos

As plantas que afetam o sistema nervoso podem causar convulsões, espasmos, salivação excessiva, falta de coordenação, alucinações e, inclusive, apresentar danos oculares ou dilatação das pupilas.

  • Transtornos cardíacos

Podem aumentar o ritmo cardíaco do animal, produzir arritmias, dificuldades respiratórias e, nos casos mais graves, paragem cardíaco.

  • Insuficiência renal

Costuma apresentar os primeiros sintomas passadas algumas horas depois da intoxicação, sendo o principal os vômitos, pelo que se pode confundir com um transtorno gastrointestinal. À medida que os dias avançam e a insuficiência renal se torna mais extensa, os vômitos param e aparecem outros indícios, como perda de peso (anorexia), desidratação e depressão.

  • Dermatite alérgica

Este tipo de condição aparece por contato direto com a planta tóxica e desenvolve irritação na zona afetada, inflamação, coceira e dor intensa, vermelhidão e, inclusive, perda de pelo.

Dependendo do tipo de intoxicação e da planta, o gato pode desenvolver um tipo de transtorno ou vários. De seguida, mostramos-lhe as plantas tóxicas mais comuns em função do tipo de dano que o seu consumo ou toque causam no gato.

Plantas tóxicas para gatos - O que a intoxicação por plantas causa nos gatos

Plantas que causam transtornos digestivos, neurológicos ou cardíacos

As plantas tóxicas mais comuns que causam transtornos cardíacos, danos no sistema digestivo ou nervoso do gato são as seguintes:

  • Oleandro. Desenvolve principalmente problemas gastrointestinais, mas em função da quantidade ingerida, também pode causar dificuldade respiratória, arritmias e paragem cardíaco nos casos mais extremos. Pode causar também febre e sonolência.
  • Azaleia. Embora afete principalmente o sistema digestivo, causando diarreia, vômitos e salivação excessiva. Em pequenas quantidades, pode desenvolver também uma falta de coordenação acompanhada de alucinações. Ingerir quantidades mais elevadas pode provocar danos digestivos agudos, dificuldade respiratória, alteração do ritmo cardíaco, convulsões hipertensão, coma e, inclusive, a morte nos casos mais graves.
  • Dieffenbachia. Todas as partes desta planta são tóxicas para os gatos, pelo que pode sofrer danos após ingeri-la ou, simplesmente, por contato direto. Por contato, a planta causa transtornos dermatológicos, tais como irritação, inflamação da zona, vermelhidão ou bolhas. Por ingestão, causa ardor bucal no momento, pelo que o mas comum é que o gato a deixe de comer de imediato. Além disso, provoca inflamação da garganta, dor, inchaço do pescoço, estômago e esófago, dificuldade para engolir, salivação excessiva, vômitos, dificuldade respiratória e, nos casos mais graves, asfixia.
  • Eucalipto. Esta é uma das plantas mais fáceis de encontrar em florestas e zonas públicas com jardins, pelo que se o seu gato costuma fugir de casa ou se lhe dá liberdade total para sair, deve ter muito cuidado. Ingerir esta planta causa transtornos gastrointestinais, diarreia e vômitos.
  • Hera. Todas as partes desta planta são venenosas, em especial os seus frutos que são altamente perigosos. A sua ingestão causa tanto transtornos gastrointestinais, como diarreia e vômitos, como espasmos e aceleramento do ritmo cardíaco. Além disso, o simples contato com a pele desenvolve no nosso gato dermatite e erupções. Nos casos mais graves no quais se consume uma maior quantidade desta planta, pode causar a morte.
  • Hortênsia. São tóxicas tanto as folhas como as flores, e os sintomas mais comuns que apresenta uma intoxicação por esta planta são próprios dos transtornos gastrointestinais (diarreia, vômitos e dor abdominal). Em função da quantidade ingerida, pode afetar o sistema nervoso provocando problemas de habilidades motoras, como a falta de coordenação.
  • Jacinto. Embora as flores sejam tóxicas, a parte mais perigosa para os gatos é o bulbo. Provoca transtornos digestivos como a irritação gastrointestinal, diarreia e vômitos.
  • Lírio. Ingerir esta planta tóxica para gatos causa principalmente transtornos digestivos, como diarreia, vômitos, dor abdominal e mal-estar geral. Nos casos mais graves pode provocar hipertensão e aumento da pressão arterial do felino.
  • Maconha. Apesar de ser ilegal ter esta planta em casa, deve saber que a sua ingestão é altamente tóxica para o gato. Causa sintomas como falta de coordenação, vômitos, diarreia, babar de forma excessiva, convulsões, aumento do ritmo cardíaco e, em casos piores, coma.
  • Visco. A parte mais tóxica desta planta é o fruto e, são precisas quantidades bem grandes para causar uma intoxicação grave. Causam danos gastrointestinais que desenvolvem vômitos, diarreia e mal-estar geral no felino. Também pode provocar uma dilatação das pupilas e salivação excessiva. Nos casos em que se ingerir uma grande quantidade de frutos, os danos causados serão neurológicos e cardiovasculares, provocando dificuldade respiratória, asfixia, aumento da frequência cardíaca, taquicardia, falta de coordenação, convulsões, coma e, inclusive, paragem cardíaca.
  • Poinséttia. Uma das plantas mais comuns em casa durante o inverno e, por sua vez, uma das mais tóxicas para os gatos. Se a ingerir, pode causar transtornos digestivos que irão provocar diarreia, vômitos e dor abdominal. No caso de ter contato direto com a seiva da planta, esta causará irritação na pele e nos olhos do felino, coceira e erupções.
  • Narciso. Todas as variedades do narciso são tóxicas para gatos na sua totalidade. Pelo contato a planta desenvolve irritação na pele, enquanto que se for ingerida causa problemas gastrointestinais graves como vômitos e diarreia aguda, inflamação e dor abdominal, e transtornos cardíacos que podem levar à morte do animal.
  • Tulipa. Todas as partes da tulipa são tóxicas, a sua ingestão pode provocar no gato uma irritação gastrointestinal acompanhada de vômitos e diarreia.

Além destas plantas tóxicas, existem outras altamente perigosas para os felinos que também causam problemas digestivos, nervosos ou cardíacos: alho, damasqueiro e macieira (as sementes e caroços das frutas são tóxicos), aconitum, ligustro, tremoços, aloe, ranúnculo, castanheiro-da-índia, cebola, açafrão de outono, dedaleira, estramônio, jasmim amarelo, louro, rododendro, sambucus e teixo.

Se tem qualquer uma destas plantas em casa deverá certificar-se de que permanece longe do alcance do seu gato. Além disso, se suspeitar que o seu felino se intoxicou pela ingestão ou contato direto de alguma delas, não hesite e leve-o ao veterinário o quanto antes. Lembre-se que a gravidade dos sintomas está relacionada com a quantidade ingerida da planta e que, inclusive, algumas são mortais.

Plantas tóxicas para gatos - Plantas que causam transtornos digestivos, neurológicos ou cardíacos

Plantas tóxicas para gatos que prejudicam a função renal

As plantas mais comuns que causam uma disfunção do sistema renal nos gatos são as liliáceas (como as tulipas e os lírios) e as hemerocallis. Todas as partes de ambas as plantas são altamente tóxicas, a sua toxicidade é tanta que basta ingerir uma simples folha para desenvolver os sintomas.

No caso de morder ou ingerir um das duas plantas, o gato terá vômitos, perda de apetite e fraqueza. À medida que os danos no sistema renal avançam, o felino irá reduzir os vômitos até ao seu total desaparecimento, começará a provocar anorexia devido à falta de alimento e, pode inclusive deixar de produzir urina.

Os sintomas não são imediatos, os primeiros sinais costumam aparecer passadas duas horas após a ingestão da planta. Se não se aperceber disso, a insuficiência renal torna-se aguda passados os três dias após a intoxicação. Por isso, é imprescindível consultar o veterinário, visto que apenas o tratamento médico pode salvar a vida do seu gato.

Plantas tóxicas para gatos - Plantas tóxicas para gatos que prejudicam a função renal

Plantas tóxicas para gatos que causam dermatite alérgica

Além das plantas anteriores que provocam transtornos dermatológicos e gastrointestinais, existem outras plantas que podem causar este tipo de problemas no nosso gato. As mais comuns são as seguintes:

  • Nenúfar
  • Margarida
  • Urtiga
  • Prímula
  • Jiboia

Uma vez que o seu gato tenha o contato direto com alguma destas plantas, desenvolverá irritação na pele, erupções, vermelhidão, inflamação, coceira, dor intensa, ardor, bolhas e, inclusive alopecia localizada. No caso de as ingerir, podem provocar ardores bucais e problemas gastrointestinais.

Nos casos leves por contato, podemos tratar o dano com pomadas anti-inflamatórias que contenham cortisona, receitadas sempre por especialistas veterinários, e cobrir a zona afetada com compressas frias para acalmar os ardores. No entanto, nos casos mais graves é indispensável consultar o veterinário para que este administre ao felino por via intravenosa o tratamento anti-alérgica mais adequado.

Plantas tóxicas para gatos - Plantas tóxicas para gatos que causam dermatite alérgica

10 coisas comuns que podem matar o seu gato

Existem muitas coisas que podem matar o seu gato e algumas encontram-se na sua própria casa sem que você saiba. É fundamental que se informe e saiba identificar quais são estes produtos, alimentos ou plantas e que os mantenha bem afastados do seu felino.

No Meu Pet propomos-lhe uma lista completa de coisas comuns que podem matar o seu gato, explicando-lhe porque isso pode acontecer. Além disso, também lhe explicamos o que fazer se o seu gato sofrer uma intoxicação ou como o pode evitar.

Continue lendo e descubra 10 coisas comuns que podem matar o seu gato.

1. Água com lixívia (água sanitária)

É normal que nas épocas de maior calor o gato tente beber água de qualquer lugar. Especialmente se tiver o seu bebedouro vazio, pode tentar ingerir líquido de outros lugares. Se por um descuido se esquecer do balde com água sanitária que usou para limpar, pode ter um grave problema.

Os gatos adoram a água sanitária, é irresistível para eles. Mas isso pode significar um problema grave para a sua saúde. A água sanitária é muito nociva e pode causar problemas graves no seu sistema digestivo, vômitos, salivação excessiva e muita dor. Se vomitarem, a água sanitária pode ser um terrível corrosivo para a boca do gato.

10 coisas comuns que podem matar o seu gato - 1. Água com lixívia (água sanitária)

2. Aspirina

As aspirina é um medicamento muito habitual, que não prejudica o corpo humano. No entanto, os efeitos no nosso gato podem ser muito graves uma vez que é muito venenosapara os felinos. Outros medicamentos, como por exemplo o caso do paracetamol, também são tóxicos para os gatos.

10 coisas comuns que podem matar o seu gato - 2. Aspirina

3. Flor-da-páscoa

A Flor-da-páscoa é uma das plantas tóxicas para gatos. É muito importante certificar-se de que o seu gato não consegue aceder a ela de nenhuma foram, uma vez que parecem ter uma atração natural para esta planta. A substância leitosa que esta planta libera causa vômitos e diarreias quando ingerida em pequenas quantidades, mas em grandes doses pode ser muito prejudicial.

10 coisas comuns que podem matar o seu gato - 3. Flor-da-páscoa

4. Chocolate

O chocolate contém uma substância tóxica chamada teobromina, um alcaloide que se obtém do cacau e que estimula o sistema nervoso do gato. Ao contrário do que acontece com as pessoas, os felinos não são capazes de eliminar esta substância do seu corpo. Apenas seis gramas por quilograma de peso podem ser mortais. Veja também esta lista de alimentos proibidos para gatos.

10 coisas comuns que podem matar o seu gato - 4. Chocolate

5. O fumo do tabaco

Tal como acontece com as pessoas, o fumo do tabaco propicia o aparecimento de câncerno gato. Se é fumador aposte em ter as janelas bem abertas, por fumar no exterior da casa sempre que for possível e por lançar o fumo para cima para evitar o contato com o gato.

10 coisas comuns que podem matar o seu gato - 5. O fumo do tabaco

6. Peixe cru

Não é boa ideia oferecer peixe cru ao nosso gato, embora possa ter sobrado alguma coisa do nosso sashimi. O Peixe cru pode conter bactérias, muito prejudiciais para um gato que está acostumado a comer ração seca. Por outro lado, também devemos vigiar as espinhas, uma das primeiras causas de perfuração intestinal em gatos.

Por último, comentar que o consumo de determinados peixes, como é o caso do atum, pode provocar deficiências de vitamina B e uma quantidade excessiva de mercúrio, algo que é muito mau para os gatos.

10 coisas comuns que podem matar o seu gato - 6. Peixe cru

7. Bolas de naftalina

É muito provável que o seu gato se sinta atraído se enxergar bolas de naftalina no chão. Se forem ingeridas estamos diante de um problema de saúde muito grave que danifica de forma muito grave o sistema nervoso. Pode provocar vômitos, diarreia e até convulsões.

10 coisas comuns que podem matar o seu gato - 7. Bolas de naftalina

8. Pasta de dente

A pasta de dente ou dentífrico contém uma grande quantidade de elementos químicos como por exemplo o flúor ou os abrasivos (sal). Concretamente o flúor, é muito prejudicial e perigoso para a saúde do seu gato.

Pode causar alterações nervosas, falta de atenção, ardor de estômago, vômitos e danos internos. A longo prazo pode até causar incontinência e até a morte. É muito importante evitar o acesso do gato a este produto.

10 coisas comuns que podem matar o seu gato - 8. Pasta de dente

9. Tinta

Os diferentes tipos de tintas são compostos por pigmentos, aglutinantes, dissolventes, plastificantes e outros elementos. Todos eles são prejudiciais para a saúde intestinal do gato, mas os dissolventes, em particular, podem causar alucinações, dores internar muito intensas, convulsões, epilepsia, coma e até arritmias cardíacas.

10 coisas comuns que podem matar o seu gato - 9. Tinta

10. Veneno para ratos

Evidentemente qualquer tipo de veneno é muito prejudicial para a saúde dos nossos animais de estimação. Se tem gatos ou cães em casa nunca utilize venenos para ratos, uma vez que os seus pets podem também ser afetados. Não esqueçamos que as crianças também são susceptíveis de comer qualquer coisa que encontrem. Aposte antes em armadilhas caseiras que não matem o rato e que não possam prejudicar os seus animais. Ingerir este tipo de produto pode causar a morte de forma muito rápida.

10 coisas comuns que podem matar o seu gato - 10. Veneno para ratos

O que fazer se o gato for intoxicado?

Se o seu gato se intoxicou deve ir ao veterinário o quanto antes para que ajude a expulsar a substância tóxica do seu corpo. Lembre-se que não é aconselhável forçar o vômito se não temos a certeza do que ingeriu, isto porque alguns produtos como a água sanitária podem agir como perigosos corrosivos na sua boca.

Recorra ao veterinário de urgência se for necessário, a vida do seu gato está em risco se ele ingeriu alguma destas 10 coisas comuns que podem matar o seu gato.

10 coisas comuns que podem matar o seu gato - O que fazer se o gato for intoxicado?

Conselhos para evitar que o seu gato sofra uma intoxicação

O melhor que pode fazer para evitar que o seu gato se intoxique será manter fora do seu alcance todos estes produtos tal como faria com uma criança pequena. Não pode esperar que o gato saiba identificar que coisas são nocivas ou não. Você mesmo deve zelar pela sua segurança de forma responsável.

10 coisas comuns que podem matar o seu gato - Conselhos para evitar que o seu gato sofra uma intoxicação

Envenenamento em gatos – Sintomas e primeiros socorros

Todos nós sabemos que os felinos são muito cautelosos tal como também são muito curiosos, mas como qualquer ser vido podem cometer erros ou serem atacados. Devido a estes descuidos e ataques, os nossos amigos de bigodes podem ser envenenados.

Se está pensando em adotar ou tem um gato, o envenenamento nos gatos, sintomas e primeiros socorros, é um tema importante sobre o qual se deve informar o mais possível, uma vez que pode causar a sua morte. Por isso, no Meu Pet queremos ajudar nessa missão.

Causas principais do envenenamento nos gatos

Como indicamos anteriormente os gatos podem ser muito cuidadosos mas são muitíssimo curiosos. Isto leva-os a explorar e provar coisas novas, que infelizmente nem sempre lhes fazem bem. Por isso, muitas vezes acabam intoxicados, envenenados ou feridos de alguma forma. Mas, graças ao conhecimento do potencial perito de algumas substâncias e de alguns produtos podemos evitar que isto aconteça mantendo-os fora de alcance dos nossos animais de companhia. Veja o nosso artigo em que lhes mostramos 10 coisas comuns que podem matar o seu gato.

Em caso de envenenamento ou intoxicação nós não podemos fazer grande coisa na maioria das vezes, mas podemos identificar os sintomas a tempo e recorrer ao nosso veterinário de confiança o quanto antes. Ainda assim, existem algumas coisas que podemos tentar em casa enquanto o veterinário está a caminho e sempre que não nos diga expressamente o que fazer verifique as indicações que lhe damos em seguida.

Alguns dos venenos e tóxicos mais comuns com os quais os felinos se costumam cruzar são os seguintes:

  • Medicamentos para humanos (Ácido acetil salicílico e paracetamol)
  • Comida para humanos (chocolate) e outros alimentos proibidos para gatos
  • Inseticidas (arsénico)
  • Produtos de limpeza (água sanitária ou cloro)
  • Inseticidas (alguns produtos antiparasitários externos que pulverizamos sobre os nossos animais de estimação e no seu meio envolvente)
  • Insetos venenosos (cantáridas)
  • Plantas venenosas

Estes produtos, animais e plantas, contêm químicos e enzimas tóxicas para os gatos que o seu corpo não consegue metabolizar. Mais à frente, no parágrafo sobre o tratamento, falaremos mais sobre estes produtos, os seus efeitos e como tratá-los.

Envenenamento em gatos - Sintomas e primeiros socorros - Causas principais do envenenamento nos gatos

Sintomas gerais de envenenamento nos felinos domésticos

Os sintomas, infelizmente, são muito variados uma vez que dependem da origem do envenenamento e do grau de intoxicação. Mas em seguida mostramos-lhe os sintomas e sinais mais comuns que os gatos podem apresentar em caso de envenenamento:

  • Vômitos e diarreias por vezes com sangue
  • Salivação excessiva
  • Tosse e espirros
  • Irritação gástrica
  • Irritação da zona da pele que entrou em contato com o tóxico
  • Dificuldade respiratória
  • Convulsões, tremores e espasmos musculares involuntários
  • Depressão
  • Pupilas dilatadas
  • Debilidade
  • Dificuldade de coordenação nas extremidades por problemas neurológicos (ataxia)
  • Perda de consciência
  • Micção frequente (urinar muitas vezes)
Envenenamento em gatos - Sintomas e primeiros socorros - Sintomas gerais de envenenamento nos felinos domésticos

Primeiros socorros e como proceder diante de um envenenamento em um gato

No caso de detectar qualquer sintomas anteriormente descrito devemos agir consoante a situação- O mais importante será ligar ao veterinário, estabilizar o animal e recolher o máximo de informação e uma amostra do veneno para que o veterinário possa ajudar da melhor forma. É sempre melhor se forem duas pessoas a ajudar e não apenas uma. Assim, por exemplo, enquanto liga para o veterinário a outra pode tentar estabilizar o garo, uma vez que devemos ter em mente que em casos de envenenamento o tempo é ouro.

Os seguintes passo a seguir são os mais comuns:

  1. Se o nosso pet está muito fraco, quase desmaia ou está inconsciente devemos colocá-lo numa zona aberta, ventilada e iluminada. Isto permite-nos observar melhor qualquer outro sintomas além de oferecer ar fresco ao nosso amigo. Para o levantar devemos ter cuidado e fazê-lo de forma a pegar em todo o corpo com firmeza. Se não tiver uma zona exterior, um banheiro ou a cozinha costumam estar bem iluminados e ter água à mão, que provavelmente irá precisar.
  2. É muito importante retirar com cuidado a fonte de envenenamento, se a conseguir detetar, para que não intoxique ainda mais o animal ou humanos que convivam com ele.
  3. Assim que conseguir observar bem o gato devemos ligar urgentemente para o veterinário, isso ajuda a acalmar-nos, focarmo-nos e indicará como proceder. Quanto mais depressa ligar par ao veterinário mais probabilidade de sobrevivência terá o seu gato. Devemos identificar a fonte de envenenamento se for possível, pois essa será uma das primeiras coisas que o veterinário lhe irá pedir. Isto indicará muitas coisas e uma das mais importante é se deve provocar o vômito ou não ao felino. Não os devemos fazer vomitar apenas por pensarmos que assim os ajudamos a extrair o veneno. Devemos lembrar-nos que se se trata de algo ingerido há mais de duas horas o ato de vomitar não ajudará em nada e apenas o enfraquecerá, se estiverem inconscientes nunca devemos tentar fazê-los engolir alguma coisa para provocar o vômito e no caso de substâncias corrosivas como as substâncias ácidas e alcalinas (água sanitária, etc) e derivados de petróleo (gasolina, querosene, líquido de isqueiros, etc) nunca devemos induzir o vômito, uma vez que podem causar queimaduras cáusticas e danificar o esófago, a garganta e a boca.
  4. Se conseguir identificar o veneno deve dar o máximo de informação ao veterinário, como o nome do produto, o seu principio ativo, a potência, a quantidade mais ou menos que pode ter ingerido e o tempo que passou desde que o fez, entre outras indicações dependendo do tipo de tóxico que tenha produzido o envenenamento.
  5. Não devemos dar-lhe água, comida, leite, óleos ou nenhum outro remédio caseiro enquanto não sabemos com toda a certeza que veneno ingeriu e como proceder, por isso será melhor esperar as indicações do veterinário enquanto lhe dá o máximo de informação. Isto acontece porque caso não saiba bem o que está a acontecer qualquer desse alimentos poderá produzir um efeito contrário ao que esperamos, piorando assim o estado do nosso amigo.
  6. Caso queira dar alguma coisa para beber enquanto espera pelo veterinário e este não o contraindique, deve dar-lhe água ou água com sal com uma seringa.
  7. Se decidirmos que devido à origem do veneno devemos fazer o gato vomitar devemos seguir umas determinadas regras para a indução do vômito para evitar danos desnecessários durante o processo. Estas regras serão indicadas mais à frente neste artigo.
  8. Embora consigamos fazer com que o gato vomite, uma parte do veneno já foi absorvida pelo intestino, assim sendo, deve tentar reduzir o avanço desta absorção do veneno. Isto é possível através de carvão ativado, que mais à frente explicamos como usar.
  9. Se a contaminação aconteceu por algum pó ou substância oleosa e se aderiu ao pleo do animal devemos sacudi-lo com uma escovagem intensa no caso de se tratar de pó ou utilizar algum produto de limpeza de mão que retire as substâncias oleosas. Se ainda assim não conseguir retirar o tóxico do pelo, deve cortar um pedaço do pelo uma vez que é preferível eliminá-lo assim do que lamentar uma deterioração do estado do animal.
  10. Caso o gato esteja desperto a pouco aturdido, e o veterinário não nos indique o contrário, será bom dar-lhe água fresca para beber, uma vez que muitos venenos que os gatos costumam ingerir afetam os rins e o fígado. Dando-lhe água fresca reduzimos um pouco o impacto nestes órgãos. Se não a conseguir bebe pode dar-lhe a água através de uma seringa.
  11. Antes de se dirigir ao veterinário ou antes que ele chegue a sua casa, se for possível, deve conservar uma amostra do veneno com o qual o gato foi envenenado, junto com a embalagem, rótulo, etc, que possam fazer parte desse veneno. Assim o veterinário terá o máximo de informação para ajudar o nosso amigo.
Envenenamento em gatos - Sintomas e primeiros socorros - Primeiros socorros e como proceder diante de um envenenamento em um gato

Tratamentos a seguir diante de diversas causas de envenenamento nos gatos

Aqui tem os tratamentos para as causas mais comuns de envenenamento nos felinos, os quais só devemos realizar se o nosso veterinário nos indicar ou se de fato não tivermos outra opção. O ideal é que estas medidas sejam realizadas por um profissional.

  • Arsênio: O arsênio está presente em inseticidas, pesticidas e venenos para pragas e roedores. Os sintomas mais comuns neste caso são a diarreia aguda e por vezes com algum sangue, depressão, pulso fraco, debilidade geral e colapso cardiovascular. Estes sintomas ocorrem devido à inflamação aguda causada pelo arsênio em diversos órgão internos como o fígado ou os rins. Neste caso, se o veneno foi ingerido no espaço de duas horas pelo gato, o tratamento de urgência é a indução do vômito, seguido da administração oral de carvão ativado e passado uma ou duas horas deve administrar protetores gástricos como pectina ou caolin.
  • Xampu, sabão ou detergente: Nestes casos os sintomas são mais leves e mais fáceis de tratar. Muitos destes produtos contêm soda cáustica e outras substâncias corrosivas, por isso nunca deve induzir o vômito. Os sintomas são tonturas, vômitos e diarreia. Caso se trate de pouca quantidade ingerida e o veterinário não nos indique o contrário, uma boa forma de ajudar o organismo do gato e tratar esse envenenamento dando-lhe leite ou água.
  • Medicamentos para humanos: Trata-se de um grande perigo que está sempre por perto sem nos darmos conta, uma vez que costumamos pensar que estão bem guardados. Além disso, o problema não é só esta confiança que temos mas por vezes o desconhecimento, e acabamos por lhes dar algum destes medicamentos para baixar a febre ou acalmar outros sintomas. É um grande erro, uma vez que a maioria destes medicamentos não é feita para cães nem gatos, e embora lhes dê a dose mínima ou a indicada para crianças, estamos a intoxicar o nossos companheiros. Assim sendo, nunca medique o seu animal de estimação sem consultar um veterinário. Além disso, devemos saber que a maioria destes medicamentos são eliminados pelo fígado depois de metabolizados, mas os gatos não conseguem metabolizar adequadamente muitos medicamentos nem vitaminas. Em seguida mostramos-lhe os medicamentos mais comuns para nós mas que danificam a saúde dos nossos felinos gravemente e inclusivamente lhe podem provocar a morte:
  1. Ácido acetil salicílico (Aspirina): Como sabemos trata-se de um analgésico e antipirético muito comum. Mas nos gatos produz um efeito muito negativo passando por vômitos (às vezes com sangue), hipertermia, respiração acelerada, depressão e inclusivamente a morte.
  2. Paracetamol: É um anti-inflamatório e antipirético muito utilizado pelos humanos que é muito eficaz. Mas, novamente, é uma arma mortal para os gatos. Danifica o fígado, escurece as suas gengivas, produz salivação, respiração rápida, depressão, urina escura e pode resultar na morte do animal.
  3. Vitamina A: Costumamos ter em casa complexos vitamínicos para as épocas em que queremos evitar resfriados ou outras doenças comuns. Estes complexos vitamínicos incluem a Vitamina A. Além disso, esta vitamina pode ser encontrada em alguns complementos alimentares e em alguns alimentos como o fígado cru, que por vezes são alvo da curiosidade dos gatos. O excesso desta vitamina produz nos felinos sonolência, anorexia, rigidez do pescoço e das articulações, obstrução intestinal, perda de peso, além de uma posições estranhas como sentar-se sobre as patas traseiras mas elevando as patas dianteiras ou deitar-se mas deixando todo o peso sobre as extremidades sem chegar a relaxar.
  4. Vitamina D: Esta vitamina pode ser encontrada em complexos vitamínicos, mas também em raticidas e em alguns alimentos. As hipervitaminoses D produzem anorexia, depressão, vômitos, diarreias, polidipsia (sede extrema) e poliuria (micção muito frequente e abundante). Isto acontece devido às lesões renais e hemorrágicas que acontece no aparelho digestivo e respiratório.
  • Alcatrão: O alcatrão incluiu diversos produtos como as cresol, a creosoto e fenóis. Encontra-se em desinfetantes caseiros e outros produtos. O envenenamento no caso dos gatos por estes produtos costumam acontecer pela absorção através da sua pele, embora também possa acontecer por ingestão. Esta intoxicação provoca a estimulação do sistema nervoso, a debilidade do coração e danos no fígado, sendo os sintomas mais visíveis a debilidade ictericia (coloração amarela da pele e das mucosas devido ao aumento da bilirrubina), perda de coordenação, excesso de repouso e inclusivamente o esta de coma e dependendo do nível de envenenamento pode causar a morte. Não existe um tratamento específico. No caso de ter ingerido recentemente pode administrar soluções salinas e de carvão, seguido de claras de ovo para suavizar os efeitos corrosivos do veneno.
  • Cianeto: Encontra-se em plantas, em venenos para roedores e em fertilizantes entre outros. No caso dos felinos o envenenamento por cianeto acontece mais frequentemente pela ingestão de plantas que contêm compostos de cianeto, como o junco, as folhas de maçã, o milho, a linhaça, o sorgo e o eucalipto. Os sintomas costumam aparecer passados 10 a 15 minutos após a ingestão e podemo observar um aumento a excitação que rapidamente se transforma em dificuldades respiratórias, o que pode acabar em asfixia. O tratamento a seguir pelo veterinário é a administração imediata de nitrito de sódio.
  • Etilenoglicol: Utiliza-se como anticongelante nos circuitos de refrigeração de motores de combustão interna e comummente é conhecido como anticongelante para o carro. O sabor deste composto é doce, coisa que atrai ainda mais um animal e os leva a consumi-lo. Mas, os felinos não distinguem o sabor doce, no caso dos gatos não ocorre muito frequentemente e por vezes acontece ingerirem esta substância mas não pelo seu sabor. Os sintomas são aparecem muito rapidamente depois da ingestão e podem dar a sensação de que o nosso gato está bêbado. Os sintomas são vômitos, sinais neurológicos, letargia, perda de equilíbrio e ataxia (dificuldade de coordenação devido a problemas neurológicos). O que se deve fazer nestes casos é induzir o vômito e dar carvão ativado seguido de sulfato de sódio entre uma a duas horas depois de ter ingerido o veneno.
  • Flúor: O flúor usa-se nos venenos para ratos, produtos para limpeza oral dos humanos (pasta de dentes e elixir bocal) e acaricidas ambientais. Devido ao fato de o flúor ser tóxico para os cães e gatos nunca devemos usar a nossa pasta dentária para lhes lavar a boca. Vendem-se pastas dentárias especiais para eles que além de não têm flúor. Os sintomas são gastroenterite, sinais nervosos, aumento do ritmo cardíaco e dependendo do nível de envenenamento inclusive a morte. No caso de envenenamento severo deve-se administrar imediatamente gluconato de cálcio por via intravenosa ou hidróxido de magnésio ou leite por via oral para que estas substâncias se juntem com os iões de flúor.
  • Chocolate: O chocolate contém teobromina que é um químico pertencente às metilxantinas. Nos humanos não produz nenhum efeito daninho uma vez que temos enzimas que podem metabolizar a teobromina e convertê-la em outros elementos mais seguros. Por outro lado, os felinos não têm estas enzimas o que faz com que uma pequena quantidade os possa intoxicar. Assim sendo, trata-se de um alimento humano que podemos adorar e por isso muitas vezes damos ao nosso animal de estimação como prêmio e isto é um enorme erro. Os sintomas de envenenamento por chocolate costumam aparecer entre seis a doze horas depois da ingestão. Os sintomas e sinais principais são a sede constante, vômitos, salivação, diarreia, inquietude e ventre inchado. Passado um tempo os sintomas progridem e aparece a hiperatividade, tremores, micção frequente, taquicardia, bradicardia, dificuldade respiratória, insuficiência cardíaca e respiratória. O tratamento de primeiros socorros neste caso é, assim que se der conta da ingestão, induza o vômito ao gato e dê-lhe carvão ativado via oral. Se a ingestão de chocolate ocorreu passadas duas horas ou mais, o vômito não será muito útil uma vez que o processo de digestão estomacal já aconteceu. Portanto, devemos levar o gato intoxicado diretamente ao veterinário para que este realize o tratamento dos sintomas imediatamente com o material adequado.
  • Passas e uvas: Este caso de envenenamento não é muito comum, mas ainda assim acontece. Acontece mais em cães do que em gatos. Sabe-se que a dose tóxica nos cães é de 32g de passas por cada kg de peso corporal e de 11 a 30mg por kg de peso corporal no caso das uvas. Assim sendo e sabendo esta estimativa, sabemos que para um gato as doses tóxicas sempre serão quantidades menores. Os sintomas incluem vômitos, diarreia, debilidade sede extrema, desidratação, incapacidade de produzir urina e finalmente insuficiência renal, que pode acabar em morte. Como primeiros socorros deve induzir o vômito ao seu animal de estimação e em seguida deve levá-lo ao veterinário onde, além de outras coisas necessárias, será induzida a micção através de terapia intravenosa de fluídos.
  • Álcool: Neste caso de envenenamento de animais os álcoois mais comuns são o etanol (bebidas alcoólicas, álcool desinfetante, a massa de fermentação e os elixires), o metanol (produtos de limpeza como os limpa para-brisas) e o álcool isopropílico (álcool desinfetante e aerosóis de antipulgas para animais de estimação feitos com álcool). O álcool isopropílico tem o dobro de toxicidade do etanol. A dose tóxica encontra-se entre 4 a 8 ml por kg. Este tipo de tóxicos não só se absorve através da sua ingestão mas também acontece através da absorção pela pele. Os gatos são especialmente sensíveis a estes álcoois, portanto devemos evitar esfregá-los com anti-pulgas que não sejam indicados para gatos e que contêm álcool. Os sintomas aparecem na primeira meia hora a uma hora de intoxicação. Observam-se vômitos, diarreia, perda de coordenação, desorientação, tremores, dificuldade para respirar e nos casos mais graves, devido a esta insuficiência respiratória, acaba originando a morte do animal. Como primeiros socorros deve ventilar o gato, ou seja, desloque o animal para o local exterior sem que esteja diretamente ao sol, e se a ingestão de álcool aconteceu recentemente induza o vômito. Não lhe dê carvão ativado, uma vez que neste caso não surtirá nenhum efeito. Em seguida recorra ao veterinário para que o veja e atue conforme for necessário.
  • Cloro e água sanitária: Os produtos de limpeza de casa e os que utilizados para as piscinas contêm água sanitária e portanto contêm cloro. Às vezes vemos que os nossos animais de estimação gostam de beber á água do balde da esfregona que contém estes produtos misturados, beber a água da piscina recém tratada e tomar banho nela. Os sintomas são vômitos, tonturas, salivação, anorexia, diarreia e depressão. Como primeiros socorros devemos administrar leite ou leite com água ao nosso gato como uma seringa na boa de forma pausada e deixando que o mesmo vá bebendo por si. Nunca devemos induzir o vômito, ele já irá vomitar por si mesmo e provocar ainda mais vômito fará com que fique fraco e danifique o trato digestivo, isto porque a água sanitária e o cloro são corrosivos estomacais. Não se deve dar carvão ativado uma vez que isso não terá nenhum efeito. No caso de não ter ingerido, e a intoxicação tenha acontecido pela pele, deve dar banho ao gato com um xampu suave para gatos e enxaguar com água abundante para que não fiquem restos. Por fim deve recorrer ao veterinário para uma check up.
  • Inseticidas: Os inseticidas incluem produtos que contêm carbamatos, compostos de hidrocarbonetos clorados, permetrinas ou piretroides e organofosforados, todos eles tóxicos para o nosso pet. Os sinais de envenenamento neste caso são micção frequente, salivação excessiva, dificuldade para respirar, cólicas, ataxia e convulsões. Neste caso os primeiros socorros serão a administração de carvão ativado seguido&

Conselhos sobre a dose e as administrações orais

  • Indução do vômito: Devemos conseguir uma solução de água oxigenada a 3% (peróxido de hidrogênio) e uma seringa infantil para administrar a solução de forma oral. Nunca devemos usar soluções que tenham concentrações mas elevadas de água oxigenada como alguns produtos para o cabelo, isso prejudicará ainda mais o gato em vez de o ajudar. Para preparar esta solução e administrá-la deve saber que a dose de água oxigenada a 3% é 5 ml (colher de café) por cada 2,25 kg de peso corporal e administra-se oralmente. Para um gato médio de 4,5 kg precisa mais ou menos de 10 ml (2 colheres de café). Repita o processo a cada 10 minutos por um máximo de 3 doses. Pode administrar esta solução oral logo depois do envenenamento, utilize de 2 a 4 ml por kg de peso corporal desta solução de água oxigenada a 3%.
  • Forma eficaz de o gato engolir a solução oral: Trata-se de introduzir a seringa entre os dentes ea língua do gato para que seja mais fácil introduzir o líquido e mais fácil de engolir. Além disso, nunca devemos introduzir todo líquido de uma só vez, mas sim 1 ml de cada vez e esperar que engula e deitar novamente mais 1 ml.
  • Carvão ativado: A dose normal é de 1 g de pó por cada meio quilo de peso corporal do gato. Um gato médio requer mais ou menos 10 g. devemos dissolver o carvão ativado no menor volume possível de água para formar uma espécie de pasta espessa e utilizar a seringa para o administrar oralmente. Repita esta dose a cada 2 ou 3 horas por um total de 4 doses. No caso de envenenamento severo a dose é de 3 a 8 g por quilo de peso corporal uma vez a cada 6 ou 8 horas durante 3 a 5 dias. Esta dose pode misturar-se com água e ser administrada com uma seringa de forma oral ou com uma sonda estomacal. O carvão ativado é vendido em forma de líquido já diluído em água, em pó ou em comprimidos que também podem ser dissolvidos.
  • Pectina ou caolin: Deve ser administrado pelo veterinário. A dose indicada é de 1 a 2 gr por kg de peso corporal a cada 6 horas durante 5 ou 7 dias.
  • Leite ou mistura de leite com água: Podemos dar leite ou uma diluição de leite a 505 com água quando queremos que este se ligue a certos venenos, por exemplo o flúor, e assim a passagem pelo organismo seja menos prejudicial. O apropriado é uma dose de 10 a 15 ml por quilo de peso corporal ou tudo o que o animal possa consumir.
  • Nitrito de sódio: deve ser administrado pelo veterinário. Devem ser administrados 10 g em 100 mll de água destilada ou uma solução isotônica salina com uma dose de 20 mg por kg de peso corporal do animal afetado pelo cianeto.
Envenenamento em gatos - Sintomas e primeiros socorros - Conselhos sobre a dose e as administrações orais

Este artigo é meramente informativo, no PeritoAnimal.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos veterinários nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Sugerimos-lhe que leve o seu animal de estimação ao veterinário no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.