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Plantas tóxicas para gatos

Tal como os cachorros, os gatos são animais que também costumam comer plantas para depurar o seu organismo ou adquirir determinadas vitaminas que a sua alimentação normal não lhes proporciona. Embora nos possa parecer algo normal e inofensivo, a verdade é que devemos ter muito cuidado com as plantas que adquirimos para decorar a nossa casa ou jardim, pois existem muitas bastante tóxicas para eles.

Essas plantas podem causar no felino danos dermatológicos, digestivos, neurológicos, cardíacos, renais ou, inclusive, a morte. Para evitar que isto aconteça, no Meu Pet explicamos-lhe quais são as plantas tóxicas para gatos mais comuns e o que provoca a sua ingestão no seu pet.

O que a intoxicação por plantas causa nos gatos

Em função do tipo de planta tóxica que o nosso gato tiver ingerido ou tocado, irá desenvolver sintomas diferentes. Os transtornos e problemas de saúde mais comuns que causam no felino são os seguintes:

  • Transtornos digestivos

Costumam causar problemas gastrointestinais que causam diarreia aguda, vômitos e gastroenterite hemorrágica, insuficiência hepática que causa perda de apetite e falta de ânimo (além de diarreia e vômitos), e gastrite aguda, principalmente.

  • Transtornos neurológicos

As plantas que afetam o sistema nervoso podem causar convulsões, espasmos, salivação excessiva, falta de coordenação, alucinações e, inclusive, apresentar danos oculares ou dilatação das pupilas.

  • Transtornos cardíacos

Podem aumentar o ritmo cardíaco do animal, produzir arritmias, dificuldades respiratórias e, nos casos mais graves, paragem cardíaco.

  • Insuficiência renal

Costuma apresentar os primeiros sintomas passadas algumas horas depois da intoxicação, sendo o principal os vômitos, pelo que se pode confundir com um transtorno gastrointestinal. À medida que os dias avançam e a insuficiência renal se torna mais extensa, os vômitos param e aparecem outros indícios, como perda de peso (anorexia), desidratação e depressão.

  • Dermatite alérgica

Este tipo de condição aparece por contato direto com a planta tóxica e desenvolve irritação na zona afetada, inflamação, coceira e dor intensa, vermelhidão e, inclusive, perda de pelo.

Dependendo do tipo de intoxicação e da planta, o gato pode desenvolver um tipo de transtorno ou vários. De seguida, mostramos-lhe as plantas tóxicas mais comuns em função do tipo de dano que o seu consumo ou toque causam no gato.

Plantas tóxicas para gatos - O que a intoxicação por plantas causa nos gatos

Plantas que causam transtornos digestivos, neurológicos ou cardíacos

As plantas tóxicas mais comuns que causam transtornos cardíacos, danos no sistema digestivo ou nervoso do gato são as seguintes:

  • Oleandro. Desenvolve principalmente problemas gastrointestinais, mas em função da quantidade ingerida, também pode causar dificuldade respiratória, arritmias e paragem cardíaco nos casos mais extremos. Pode causar também febre e sonolência.
  • Azaleia. Embora afete principalmente o sistema digestivo, causando diarreia, vômitos e salivação excessiva. Em pequenas quantidades, pode desenvolver também uma falta de coordenação acompanhada de alucinações. Ingerir quantidades mais elevadas pode provocar danos digestivos agudos, dificuldade respiratória, alteração do ritmo cardíaco, convulsões hipertensão, coma e, inclusive, a morte nos casos mais graves.
  • Dieffenbachia. Todas as partes desta planta são tóxicas para os gatos, pelo que pode sofrer danos após ingeri-la ou, simplesmente, por contato direto. Por contato, a planta causa transtornos dermatológicos, tais como irritação, inflamação da zona, vermelhidão ou bolhas. Por ingestão, causa ardor bucal no momento, pelo que o mas comum é que o gato a deixe de comer de imediato. Além disso, provoca inflamação da garganta, dor, inchaço do pescoço, estômago e esófago, dificuldade para engolir, salivação excessiva, vômitos, dificuldade respiratória e, nos casos mais graves, asfixia.
  • Eucalipto. Esta é uma das plantas mais fáceis de encontrar em florestas e zonas públicas com jardins, pelo que se o seu gato costuma fugir de casa ou se lhe dá liberdade total para sair, deve ter muito cuidado. Ingerir esta planta causa transtornos gastrointestinais, diarreia e vômitos.
  • Hera. Todas as partes desta planta são venenosas, em especial os seus frutos que são altamente perigosos. A sua ingestão causa tanto transtornos gastrointestinais, como diarreia e vômitos, como espasmos e aceleramento do ritmo cardíaco. Além disso, o simples contato com a pele desenvolve no nosso gato dermatite e erupções. Nos casos mais graves no quais se consume uma maior quantidade desta planta, pode causar a morte.
  • Hortênsia. São tóxicas tanto as folhas como as flores, e os sintomas mais comuns que apresenta uma intoxicação por esta planta são próprios dos transtornos gastrointestinais (diarreia, vômitos e dor abdominal). Em função da quantidade ingerida, pode afetar o sistema nervoso provocando problemas de habilidades motoras, como a falta de coordenação.
  • Jacinto. Embora as flores sejam tóxicas, a parte mais perigosa para os gatos é o bulbo. Provoca transtornos digestivos como a irritação gastrointestinal, diarreia e vômitos.
  • Lírio. Ingerir esta planta tóxica para gatos causa principalmente transtornos digestivos, como diarreia, vômitos, dor abdominal e mal-estar geral. Nos casos mais graves pode provocar hipertensão e aumento da pressão arterial do felino.
  • Maconha. Apesar de ser ilegal ter esta planta em casa, deve saber que a sua ingestão é altamente tóxica para o gato. Causa sintomas como falta de coordenação, vômitos, diarreia, babar de forma excessiva, convulsões, aumento do ritmo cardíaco e, em casos piores, coma.
  • Visco. A parte mais tóxica desta planta é o fruto e, são precisas quantidades bem grandes para causar uma intoxicação grave. Causam danos gastrointestinais que desenvolvem vômitos, diarreia e mal-estar geral no felino. Também pode provocar uma dilatação das pupilas e salivação excessiva. Nos casos em que se ingerir uma grande quantidade de frutos, os danos causados serão neurológicos e cardiovasculares, provocando dificuldade respiratória, asfixia, aumento da frequência cardíaca, taquicardia, falta de coordenação, convulsões, coma e, inclusive, paragem cardíaca.
  • Poinséttia. Uma das plantas mais comuns em casa durante o inverno e, por sua vez, uma das mais tóxicas para os gatos. Se a ingerir, pode causar transtornos digestivos que irão provocar diarreia, vômitos e dor abdominal. No caso de ter contato direto com a seiva da planta, esta causará irritação na pele e nos olhos do felino, coceira e erupções.
  • Narciso. Todas as variedades do narciso são tóxicas para gatos na sua totalidade. Pelo contato a planta desenvolve irritação na pele, enquanto que se for ingerida causa problemas gastrointestinais graves como vômitos e diarreia aguda, inflamação e dor abdominal, e transtornos cardíacos que podem levar à morte do animal.
  • Tulipa. Todas as partes da tulipa são tóxicas, a sua ingestão pode provocar no gato uma irritação gastrointestinal acompanhada de vômitos e diarreia.

Além destas plantas tóxicas, existem outras altamente perigosas para os felinos que também causam problemas digestivos, nervosos ou cardíacos: alho, damasqueiro e macieira (as sementes e caroços das frutas são tóxicos), aconitum, ligustro, tremoços, aloe, ranúnculo, castanheiro-da-índia, cebola, açafrão de outono, dedaleira, estramônio, jasmim amarelo, louro, rododendro, sambucus e teixo.

Se tem qualquer uma destas plantas em casa deverá certificar-se de que permanece longe do alcance do seu gato. Além disso, se suspeitar que o seu felino se intoxicou pela ingestão ou contato direto de alguma delas, não hesite e leve-o ao veterinário o quanto antes. Lembre-se que a gravidade dos sintomas está relacionada com a quantidade ingerida da planta e que, inclusive, algumas são mortais.

Plantas tóxicas para gatos - Plantas que causam transtornos digestivos, neurológicos ou cardíacos

Plantas tóxicas para gatos que prejudicam a função renal

As plantas mais comuns que causam uma disfunção do sistema renal nos gatos são as liliáceas (como as tulipas e os lírios) e as hemerocallis. Todas as partes de ambas as plantas são altamente tóxicas, a sua toxicidade é tanta que basta ingerir uma simples folha para desenvolver os sintomas.

No caso de morder ou ingerir um das duas plantas, o gato terá vômitos, perda de apetite e fraqueza. À medida que os danos no sistema renal avançam, o felino irá reduzir os vômitos até ao seu total desaparecimento, começará a provocar anorexia devido à falta de alimento e, pode inclusive deixar de produzir urina.

Os sintomas não são imediatos, os primeiros sinais costumam aparecer passadas duas horas após a ingestão da planta. Se não se aperceber disso, a insuficiência renal torna-se aguda passados os três dias após a intoxicação. Por isso, é imprescindível consultar o veterinário, visto que apenas o tratamento médico pode salvar a vida do seu gato.

Plantas tóxicas para gatos - Plantas tóxicas para gatos que prejudicam a função renal

Plantas tóxicas para gatos que causam dermatite alérgica

Além das plantas anteriores que provocam transtornos dermatológicos e gastrointestinais, existem outras plantas que podem causar este tipo de problemas no nosso gato. As mais comuns são as seguintes:

  • Nenúfar
  • Margarida
  • Urtiga
  • Prímula
  • Jiboia

Uma vez que o seu gato tenha o contato direto com alguma destas plantas, desenvolverá irritação na pele, erupções, vermelhidão, inflamação, coceira, dor intensa, ardor, bolhas e, inclusive alopecia localizada. No caso de as ingerir, podem provocar ardores bucais e problemas gastrointestinais.

Nos casos leves por contato, podemos tratar o dano com pomadas anti-inflamatórias que contenham cortisona, receitadas sempre por especialistas veterinários, e cobrir a zona afetada com compressas frias para acalmar os ardores. No entanto, nos casos mais graves é indispensável consultar o veterinário para que este administre ao felino por via intravenosa o tratamento anti-alérgica mais adequado.

Plantas tóxicas para gatos - Plantas tóxicas para gatos que causam dermatite alérgica

10 coisas comuns que podem matar o seu gato

Existem muitas coisas que podem matar o seu gato e algumas encontram-se na sua própria casa sem que você saiba. É fundamental que se informe e saiba identificar quais são estes produtos, alimentos ou plantas e que os mantenha bem afastados do seu felino.

No Meu Pet propomos-lhe uma lista completa de coisas comuns que podem matar o seu gato, explicando-lhe porque isso pode acontecer. Além disso, também lhe explicamos o que fazer se o seu gato sofrer uma intoxicação ou como o pode evitar.

Continue lendo e descubra 10 coisas comuns que podem matar o seu gato.

1. Água com lixívia (água sanitária)

É normal que nas épocas de maior calor o gato tente beber água de qualquer lugar. Especialmente se tiver o seu bebedouro vazio, pode tentar ingerir líquido de outros lugares. Se por um descuido se esquecer do balde com água sanitária que usou para limpar, pode ter um grave problema.

Os gatos adoram a água sanitária, é irresistível para eles. Mas isso pode significar um problema grave para a sua saúde. A água sanitária é muito nociva e pode causar problemas graves no seu sistema digestivo, vômitos, salivação excessiva e muita dor. Se vomitarem, a água sanitária pode ser um terrível corrosivo para a boca do gato.

10 coisas comuns que podem matar o seu gato - 1. Água com lixívia (água sanitária)

2. Aspirina

As aspirina é um medicamento muito habitual, que não prejudica o corpo humano. No entanto, os efeitos no nosso gato podem ser muito graves uma vez que é muito venenosapara os felinos. Outros medicamentos, como por exemplo o caso do paracetamol, também são tóxicos para os gatos.

10 coisas comuns que podem matar o seu gato - 2. Aspirina

3. Flor-da-páscoa

A Flor-da-páscoa é uma das plantas tóxicas para gatos. É muito importante certificar-se de que o seu gato não consegue aceder a ela de nenhuma foram, uma vez que parecem ter uma atração natural para esta planta. A substância leitosa que esta planta libera causa vômitos e diarreias quando ingerida em pequenas quantidades, mas em grandes doses pode ser muito prejudicial.

10 coisas comuns que podem matar o seu gato - 3. Flor-da-páscoa

4. Chocolate

O chocolate contém uma substância tóxica chamada teobromina, um alcaloide que se obtém do cacau e que estimula o sistema nervoso do gato. Ao contrário do que acontece com as pessoas, os felinos não são capazes de eliminar esta substância do seu corpo. Apenas seis gramas por quilograma de peso podem ser mortais. Veja também esta lista de alimentos proibidos para gatos.

10 coisas comuns que podem matar o seu gato - 4. Chocolate

5. O fumo do tabaco

Tal como acontece com as pessoas, o fumo do tabaco propicia o aparecimento de câncerno gato. Se é fumador aposte em ter as janelas bem abertas, por fumar no exterior da casa sempre que for possível e por lançar o fumo para cima para evitar o contato com o gato.

10 coisas comuns que podem matar o seu gato - 5. O fumo do tabaco

6. Peixe cru

Não é boa ideia oferecer peixe cru ao nosso gato, embora possa ter sobrado alguma coisa do nosso sashimi. O Peixe cru pode conter bactérias, muito prejudiciais para um gato que está acostumado a comer ração seca. Por outro lado, também devemos vigiar as espinhas, uma das primeiras causas de perfuração intestinal em gatos.

Por último, comentar que o consumo de determinados peixes, como é o caso do atum, pode provocar deficiências de vitamina B e uma quantidade excessiva de mercúrio, algo que é muito mau para os gatos.

10 coisas comuns que podem matar o seu gato - 6. Peixe cru

7. Bolas de naftalina

É muito provável que o seu gato se sinta atraído se enxergar bolas de naftalina no chão. Se forem ingeridas estamos diante de um problema de saúde muito grave que danifica de forma muito grave o sistema nervoso. Pode provocar vômitos, diarreia e até convulsões.

10 coisas comuns que podem matar o seu gato - 7. Bolas de naftalina

8. Pasta de dente

A pasta de dente ou dentífrico contém uma grande quantidade de elementos químicos como por exemplo o flúor ou os abrasivos (sal). Concretamente o flúor, é muito prejudicial e perigoso para a saúde do seu gato.

Pode causar alterações nervosas, falta de atenção, ardor de estômago, vômitos e danos internos. A longo prazo pode até causar incontinência e até a morte. É muito importante evitar o acesso do gato a este produto.

10 coisas comuns que podem matar o seu gato - 8. Pasta de dente

9. Tinta

Os diferentes tipos de tintas são compostos por pigmentos, aglutinantes, dissolventes, plastificantes e outros elementos. Todos eles são prejudiciais para a saúde intestinal do gato, mas os dissolventes, em particular, podem causar alucinações, dores internar muito intensas, convulsões, epilepsia, coma e até arritmias cardíacas.

10 coisas comuns que podem matar o seu gato - 9. Tinta

10. Veneno para ratos

Evidentemente qualquer tipo de veneno é muito prejudicial para a saúde dos nossos animais de estimação. Se tem gatos ou cães em casa nunca utilize venenos para ratos, uma vez que os seus pets podem também ser afetados. Não esqueçamos que as crianças também são susceptíveis de comer qualquer coisa que encontrem. Aposte antes em armadilhas caseiras que não matem o rato e que não possam prejudicar os seus animais. Ingerir este tipo de produto pode causar a morte de forma muito rápida.

10 coisas comuns que podem matar o seu gato - 10. Veneno para ratos

O que fazer se o gato for intoxicado?

Se o seu gato se intoxicou deve ir ao veterinário o quanto antes para que ajude a expulsar a substância tóxica do seu corpo. Lembre-se que não é aconselhável forçar o vômito se não temos a certeza do que ingeriu, isto porque alguns produtos como a água sanitária podem agir como perigosos corrosivos na sua boca.

Recorra ao veterinário de urgência se for necessário, a vida do seu gato está em risco se ele ingeriu alguma destas 10 coisas comuns que podem matar o seu gato.

10 coisas comuns que podem matar o seu gato - O que fazer se o gato for intoxicado?

Conselhos para evitar que o seu gato sofra uma intoxicação

O melhor que pode fazer para evitar que o seu gato se intoxique será manter fora do seu alcance todos estes produtos tal como faria com uma criança pequena. Não pode esperar que o gato saiba identificar que coisas são nocivas ou não. Você mesmo deve zelar pela sua segurança de forma responsável.

10 coisas comuns que podem matar o seu gato - Conselhos para evitar que o seu gato sofra uma intoxicação

Envenenamento em gatos – Sintomas e primeiros socorros

Todos nós sabemos que os felinos são muito cautelosos tal como também são muito curiosos, mas como qualquer ser vido podem cometer erros ou serem atacados. Devido a estes descuidos e ataques, os nossos amigos de bigodes podem ser envenenados.

Se está pensando em adotar ou tem um gato, o envenenamento nos gatos, sintomas e primeiros socorros, é um tema importante sobre o qual se deve informar o mais possível, uma vez que pode causar a sua morte. Por isso, no Meu Pet queremos ajudar nessa missão.

Causas principais do envenenamento nos gatos

Como indicamos anteriormente os gatos podem ser muito cuidadosos mas são muitíssimo curiosos. Isto leva-os a explorar e provar coisas novas, que infelizmente nem sempre lhes fazem bem. Por isso, muitas vezes acabam intoxicados, envenenados ou feridos de alguma forma. Mas, graças ao conhecimento do potencial perito de algumas substâncias e de alguns produtos podemos evitar que isto aconteça mantendo-os fora de alcance dos nossos animais de companhia. Veja o nosso artigo em que lhes mostramos 10 coisas comuns que podem matar o seu gato.

Em caso de envenenamento ou intoxicação nós não podemos fazer grande coisa na maioria das vezes, mas podemos identificar os sintomas a tempo e recorrer ao nosso veterinário de confiança o quanto antes. Ainda assim, existem algumas coisas que podemos tentar em casa enquanto o veterinário está a caminho e sempre que não nos diga expressamente o que fazer verifique as indicações que lhe damos em seguida.

Alguns dos venenos e tóxicos mais comuns com os quais os felinos se costumam cruzar são os seguintes:

  • Medicamentos para humanos (Ácido acetil salicílico e paracetamol)
  • Comida para humanos (chocolate) e outros alimentos proibidos para gatos
  • Inseticidas (arsénico)
  • Produtos de limpeza (água sanitária ou cloro)
  • Inseticidas (alguns produtos antiparasitários externos que pulverizamos sobre os nossos animais de estimação e no seu meio envolvente)
  • Insetos venenosos (cantáridas)
  • Plantas venenosas

Estes produtos, animais e plantas, contêm químicos e enzimas tóxicas para os gatos que o seu corpo não consegue metabolizar. Mais à frente, no parágrafo sobre o tratamento, falaremos mais sobre estes produtos, os seus efeitos e como tratá-los.

Envenenamento em gatos - Sintomas e primeiros socorros - Causas principais do envenenamento nos gatos

Sintomas gerais de envenenamento nos felinos domésticos

Os sintomas, infelizmente, são muito variados uma vez que dependem da origem do envenenamento e do grau de intoxicação. Mas em seguida mostramos-lhe os sintomas e sinais mais comuns que os gatos podem apresentar em caso de envenenamento:

  • Vômitos e diarreias por vezes com sangue
  • Salivação excessiva
  • Tosse e espirros
  • Irritação gástrica
  • Irritação da zona da pele que entrou em contato com o tóxico
  • Dificuldade respiratória
  • Convulsões, tremores e espasmos musculares involuntários
  • Depressão
  • Pupilas dilatadas
  • Debilidade
  • Dificuldade de coordenação nas extremidades por problemas neurológicos (ataxia)
  • Perda de consciência
  • Micção frequente (urinar muitas vezes)
Envenenamento em gatos - Sintomas e primeiros socorros - Sintomas gerais de envenenamento nos felinos domésticos

Primeiros socorros e como proceder diante de um envenenamento em um gato

No caso de detectar qualquer sintomas anteriormente descrito devemos agir consoante a situação- O mais importante será ligar ao veterinário, estabilizar o animal e recolher o máximo de informação e uma amostra do veneno para que o veterinário possa ajudar da melhor forma. É sempre melhor se forem duas pessoas a ajudar e não apenas uma. Assim, por exemplo, enquanto liga para o veterinário a outra pode tentar estabilizar o garo, uma vez que devemos ter em mente que em casos de envenenamento o tempo é ouro.

Os seguintes passo a seguir são os mais comuns:

  1. Se o nosso pet está muito fraco, quase desmaia ou está inconsciente devemos colocá-lo numa zona aberta, ventilada e iluminada. Isto permite-nos observar melhor qualquer outro sintomas além de oferecer ar fresco ao nosso amigo. Para o levantar devemos ter cuidado e fazê-lo de forma a pegar em todo o corpo com firmeza. Se não tiver uma zona exterior, um banheiro ou a cozinha costumam estar bem iluminados e ter água à mão, que provavelmente irá precisar.
  2. É muito importante retirar com cuidado a fonte de envenenamento, se a conseguir detetar, para que não intoxique ainda mais o animal ou humanos que convivam com ele.
  3. Assim que conseguir observar bem o gato devemos ligar urgentemente para o veterinário, isso ajuda a acalmar-nos, focarmo-nos e indicará como proceder. Quanto mais depressa ligar par ao veterinário mais probabilidade de sobrevivência terá o seu gato. Devemos identificar a fonte de envenenamento se for possível, pois essa será uma das primeiras coisas que o veterinário lhe irá pedir. Isto indicará muitas coisas e uma das mais importante é se deve provocar o vômito ou não ao felino. Não os devemos fazer vomitar apenas por pensarmos que assim os ajudamos a extrair o veneno. Devemos lembrar-nos que se se trata de algo ingerido há mais de duas horas o ato de vomitar não ajudará em nada e apenas o enfraquecerá, se estiverem inconscientes nunca devemos tentar fazê-los engolir alguma coisa para provocar o vômito e no caso de substâncias corrosivas como as substâncias ácidas e alcalinas (água sanitária, etc) e derivados de petróleo (gasolina, querosene, líquido de isqueiros, etc) nunca devemos induzir o vômito, uma vez que podem causar queimaduras cáusticas e danificar o esófago, a garganta e a boca.
  4. Se conseguir identificar o veneno deve dar o máximo de informação ao veterinário, como o nome do produto, o seu principio ativo, a potência, a quantidade mais ou menos que pode ter ingerido e o tempo que passou desde que o fez, entre outras indicações dependendo do tipo de tóxico que tenha produzido o envenenamento.
  5. Não devemos dar-lhe água, comida, leite, óleos ou nenhum outro remédio caseiro enquanto não sabemos com toda a certeza que veneno ingeriu e como proceder, por isso será melhor esperar as indicações do veterinário enquanto lhe dá o máximo de informação. Isto acontece porque caso não saiba bem o que está a acontecer qualquer desse alimentos poderá produzir um efeito contrário ao que esperamos, piorando assim o estado do nosso amigo.
  6. Caso queira dar alguma coisa para beber enquanto espera pelo veterinário e este não o contraindique, deve dar-lhe água ou água com sal com uma seringa.
  7. Se decidirmos que devido à origem do veneno devemos fazer o gato vomitar devemos seguir umas determinadas regras para a indução do vômito para evitar danos desnecessários durante o processo. Estas regras serão indicadas mais à frente neste artigo.
  8. Embora consigamos fazer com que o gato vomite, uma parte do veneno já foi absorvida pelo intestino, assim sendo, deve tentar reduzir o avanço desta absorção do veneno. Isto é possível através de carvão ativado, que mais à frente explicamos como usar.
  9. Se a contaminação aconteceu por algum pó ou substância oleosa e se aderiu ao pleo do animal devemos sacudi-lo com uma escovagem intensa no caso de se tratar de pó ou utilizar algum produto de limpeza de mão que retire as substâncias oleosas. Se ainda assim não conseguir retirar o tóxico do pelo, deve cortar um pedaço do pelo uma vez que é preferível eliminá-lo assim do que lamentar uma deterioração do estado do animal.
  10. Caso o gato esteja desperto a pouco aturdido, e o veterinário não nos indique o contrário, será bom dar-lhe água fresca para beber, uma vez que muitos venenos que os gatos costumam ingerir afetam os rins e o fígado. Dando-lhe água fresca reduzimos um pouco o impacto nestes órgãos. Se não a conseguir bebe pode dar-lhe a água através de uma seringa.
  11. Antes de se dirigir ao veterinário ou antes que ele chegue a sua casa, se for possível, deve conservar uma amostra do veneno com o qual o gato foi envenenado, junto com a embalagem, rótulo, etc, que possam fazer parte desse veneno. Assim o veterinário terá o máximo de informação para ajudar o nosso amigo.
Envenenamento em gatos - Sintomas e primeiros socorros - Primeiros socorros e como proceder diante de um envenenamento em um gato

Tratamentos a seguir diante de diversas causas de envenenamento nos gatos

Aqui tem os tratamentos para as causas mais comuns de envenenamento nos felinos, os quais só devemos realizar se o nosso veterinário nos indicar ou se de fato não tivermos outra opção. O ideal é que estas medidas sejam realizadas por um profissional.

  • Arsênio: O arsênio está presente em inseticidas, pesticidas e venenos para pragas e roedores. Os sintomas mais comuns neste caso são a diarreia aguda e por vezes com algum sangue, depressão, pulso fraco, debilidade geral e colapso cardiovascular. Estes sintomas ocorrem devido à inflamação aguda causada pelo arsênio em diversos órgão internos como o fígado ou os rins. Neste caso, se o veneno foi ingerido no espaço de duas horas pelo gato, o tratamento de urgência é a indução do vômito, seguido da administração oral de carvão ativado e passado uma ou duas horas deve administrar protetores gástricos como pectina ou caolin.
  • Xampu, sabão ou detergente: Nestes casos os sintomas são mais leves e mais fáceis de tratar. Muitos destes produtos contêm soda cáustica e outras substâncias corrosivas, por isso nunca deve induzir o vômito. Os sintomas são tonturas, vômitos e diarreia. Caso se trate de pouca quantidade ingerida e o veterinário não nos indique o contrário, uma boa forma de ajudar o organismo do gato e tratar esse envenenamento dando-lhe leite ou água.
  • Medicamentos para humanos: Trata-se de um grande perigo que está sempre por perto sem nos darmos conta, uma vez que costumamos pensar que estão bem guardados. Além disso, o problema não é só esta confiança que temos mas por vezes o desconhecimento, e acabamos por lhes dar algum destes medicamentos para baixar a febre ou acalmar outros sintomas. É um grande erro, uma vez que a maioria destes medicamentos não é feita para cães nem gatos, e embora lhes dê a dose mínima ou a indicada para crianças, estamos a intoxicar o nossos companheiros. Assim sendo, nunca medique o seu animal de estimação sem consultar um veterinário. Além disso, devemos saber que a maioria destes medicamentos são eliminados pelo fígado depois de metabolizados, mas os gatos não conseguem metabolizar adequadamente muitos medicamentos nem vitaminas. Em seguida mostramos-lhe os medicamentos mais comuns para nós mas que danificam a saúde dos nossos felinos gravemente e inclusivamente lhe podem provocar a morte:
  1. Ácido acetil salicílico (Aspirina): Como sabemos trata-se de um analgésico e antipirético muito comum. Mas nos gatos produz um efeito muito negativo passando por vômitos (às vezes com sangue), hipertermia, respiração acelerada, depressão e inclusivamente a morte.
  2. Paracetamol: É um anti-inflamatório e antipirético muito utilizado pelos humanos que é muito eficaz. Mas, novamente, é uma arma mortal para os gatos. Danifica o fígado, escurece as suas gengivas, produz salivação, respiração rápida, depressão, urina escura e pode resultar na morte do animal.
  3. Vitamina A: Costumamos ter em casa complexos vitamínicos para as épocas em que queremos evitar resfriados ou outras doenças comuns. Estes complexos vitamínicos incluem a Vitamina A. Além disso, esta vitamina pode ser encontrada em alguns complementos alimentares e em alguns alimentos como o fígado cru, que por vezes são alvo da curiosidade dos gatos. O excesso desta vitamina produz nos felinos sonolência, anorexia, rigidez do pescoço e das articulações, obstrução intestinal, perda de peso, além de uma posições estranhas como sentar-se sobre as patas traseiras mas elevando as patas dianteiras ou deitar-se mas deixando todo o peso sobre as extremidades sem chegar a relaxar.
  4. Vitamina D: Esta vitamina pode ser encontrada em complexos vitamínicos, mas também em raticidas e em alguns alimentos. As hipervitaminoses D produzem anorexia, depressão, vômitos, diarreias, polidipsia (sede extrema) e poliuria (micção muito frequente e abundante). Isto acontece devido às lesões renais e hemorrágicas que acontece no aparelho digestivo e respiratório.
  • Alcatrão: O alcatrão incluiu diversos produtos como as cresol, a creosoto e fenóis. Encontra-se em desinfetantes caseiros e outros produtos. O envenenamento no caso dos gatos por estes produtos costumam acontecer pela absorção através da sua pele, embora também possa acontecer por ingestão. Esta intoxicação provoca a estimulação do sistema nervoso, a debilidade do coração e danos no fígado, sendo os sintomas mais visíveis a debilidade ictericia (coloração amarela da pele e das mucosas devido ao aumento da bilirrubina), perda de coordenação, excesso de repouso e inclusivamente o esta de coma e dependendo do nível de envenenamento pode causar a morte. Não existe um tratamento específico. No caso de ter ingerido recentemente pode administrar soluções salinas e de carvão, seguido de claras de ovo para suavizar os efeitos corrosivos do veneno.
  • Cianeto: Encontra-se em plantas, em venenos para roedores e em fertilizantes entre outros. No caso dos felinos o envenenamento por cianeto acontece mais frequentemente pela ingestão de plantas que contêm compostos de cianeto, como o junco, as folhas de maçã, o milho, a linhaça, o sorgo e o eucalipto. Os sintomas costumam aparecer passados 10 a 15 minutos após a ingestão e podemo observar um aumento a excitação que rapidamente se transforma em dificuldades respiratórias, o que pode acabar em asfixia. O tratamento a seguir pelo veterinário é a administração imediata de nitrito de sódio.
  • Etilenoglicol: Utiliza-se como anticongelante nos circuitos de refrigeração de motores de combustão interna e comummente é conhecido como anticongelante para o carro. O sabor deste composto é doce, coisa que atrai ainda mais um animal e os leva a consumi-lo. Mas, os felinos não distinguem o sabor doce, no caso dos gatos não ocorre muito frequentemente e por vezes acontece ingerirem esta substância mas não pelo seu sabor. Os sintomas são aparecem muito rapidamente depois da ingestão e podem dar a sensação de que o nosso gato está bêbado. Os sintomas são vômitos, sinais neurológicos, letargia, perda de equilíbrio e ataxia (dificuldade de coordenação devido a problemas neurológicos). O que se deve fazer nestes casos é induzir o vômito e dar carvão ativado seguido de sulfato de sódio entre uma a duas horas depois de ter ingerido o veneno.
  • Flúor: O flúor usa-se nos venenos para ratos, produtos para limpeza oral dos humanos (pasta de dentes e elixir bocal) e acaricidas ambientais. Devido ao fato de o flúor ser tóxico para os cães e gatos nunca devemos usar a nossa pasta dentária para lhes lavar a boca. Vendem-se pastas dentárias especiais para eles que além de não têm flúor. Os sintomas são gastroenterite, sinais nervosos, aumento do ritmo cardíaco e dependendo do nível de envenenamento inclusive a morte. No caso de envenenamento severo deve-se administrar imediatamente gluconato de cálcio por via intravenosa ou hidróxido de magnésio ou leite por via oral para que estas substâncias se juntem com os iões de flúor.
  • Chocolate: O chocolate contém teobromina que é um químico pertencente às metilxantinas. Nos humanos não produz nenhum efeito daninho uma vez que temos enzimas que podem metabolizar a teobromina e convertê-la em outros elementos mais seguros. Por outro lado, os felinos não têm estas enzimas o que faz com que uma pequena quantidade os possa intoxicar. Assim sendo, trata-se de um alimento humano que podemos adorar e por isso muitas vezes damos ao nosso animal de estimação como prêmio e isto é um enorme erro. Os sintomas de envenenamento por chocolate costumam aparecer entre seis a doze horas depois da ingestão. Os sintomas e sinais principais são a sede constante, vômitos, salivação, diarreia, inquietude e ventre inchado. Passado um tempo os sintomas progridem e aparece a hiperatividade, tremores, micção frequente, taquicardia, bradicardia, dificuldade respiratória, insuficiência cardíaca e respiratória. O tratamento de primeiros socorros neste caso é, assim que se der conta da ingestão, induza o vômito ao gato e dê-lhe carvão ativado via oral. Se a ingestão de chocolate ocorreu passadas duas horas ou mais, o vômito não será muito útil uma vez que o processo de digestão estomacal já aconteceu. Portanto, devemos levar o gato intoxicado diretamente ao veterinário para que este realize o tratamento dos sintomas imediatamente com o material adequado.
  • Passas e uvas: Este caso de envenenamento não é muito comum, mas ainda assim acontece. Acontece mais em cães do que em gatos. Sabe-se que a dose tóxica nos cães é de 32g de passas por cada kg de peso corporal e de 11 a 30mg por kg de peso corporal no caso das uvas. Assim sendo e sabendo esta estimativa, sabemos que para um gato as doses tóxicas sempre serão quantidades menores. Os sintomas incluem vômitos, diarreia, debilidade sede extrema, desidratação, incapacidade de produzir urina e finalmente insuficiência renal, que pode acabar em morte. Como primeiros socorros deve induzir o vômito ao seu animal de estimação e em seguida deve levá-lo ao veterinário onde, além de outras coisas necessárias, será induzida a micção através de terapia intravenosa de fluídos.
  • Álcool: Neste caso de envenenamento de animais os álcoois mais comuns são o etanol (bebidas alcoólicas, álcool desinfetante, a massa de fermentação e os elixires), o metanol (produtos de limpeza como os limpa para-brisas) e o álcool isopropílico (álcool desinfetante e aerosóis de antipulgas para animais de estimação feitos com álcool). O álcool isopropílico tem o dobro de toxicidade do etanol. A dose tóxica encontra-se entre 4 a 8 ml por kg. Este tipo de tóxicos não só se absorve através da sua ingestão mas também acontece através da absorção pela pele. Os gatos são especialmente sensíveis a estes álcoois, portanto devemos evitar esfregá-los com anti-pulgas que não sejam indicados para gatos e que contêm álcool. Os sintomas aparecem na primeira meia hora a uma hora de intoxicação. Observam-se vômitos, diarreia, perda de coordenação, desorientação, tremores, dificuldade para respirar e nos casos mais graves, devido a esta insuficiência respiratória, acaba originando a morte do animal. Como primeiros socorros deve ventilar o gato, ou seja, desloque o animal para o local exterior sem que esteja diretamente ao sol, e se a ingestão de álcool aconteceu recentemente induza o vômito. Não lhe dê carvão ativado, uma vez que neste caso não surtirá nenhum efeito. Em seguida recorra ao veterinário para que o veja e atue conforme for necessário.
  • Cloro e água sanitária: Os produtos de limpeza de casa e os que utilizados para as piscinas contêm água sanitária e portanto contêm cloro. Às vezes vemos que os nossos animais de estimação gostam de beber á água do balde da esfregona que contém estes produtos misturados, beber a água da piscina recém tratada e tomar banho nela. Os sintomas são vômitos, tonturas, salivação, anorexia, diarreia e depressão. Como primeiros socorros devemos administrar leite ou leite com água ao nosso gato como uma seringa na boa de forma pausada e deixando que o mesmo vá bebendo por si. Nunca devemos induzir o vômito, ele já irá vomitar por si mesmo e provocar ainda mais vômito fará com que fique fraco e danifique o trato digestivo, isto porque a água sanitária e o cloro são corrosivos estomacais. Não se deve dar carvão ativado uma vez que isso não terá nenhum efeito. No caso de não ter ingerido, e a intoxicação tenha acontecido pela pele, deve dar banho ao gato com um xampu suave para gatos e enxaguar com água abundante para que não fiquem restos. Por fim deve recorrer ao veterinário para uma check up.
  • Inseticidas: Os inseticidas incluem produtos que contêm carbamatos, compostos de hidrocarbonetos clorados, permetrinas ou piretroides e organofosforados, todos eles tóxicos para o nosso pet. Os sinais de envenenamento neste caso são micção frequente, salivação excessiva, dificuldade para respirar, cólicas, ataxia e convulsões. Neste caso os primeiros socorros serão a administração de carvão ativado seguido&

Conselhos sobre a dose e as administrações orais

  • Indução do vômito: Devemos conseguir uma solução de água oxigenada a 3% (peróxido de hidrogênio) e uma seringa infantil para administrar a solução de forma oral. Nunca devemos usar soluções que tenham concentrações mas elevadas de água oxigenada como alguns produtos para o cabelo, isso prejudicará ainda mais o gato em vez de o ajudar. Para preparar esta solução e administrá-la deve saber que a dose de água oxigenada a 3% é 5 ml (colher de café) por cada 2,25 kg de peso corporal e administra-se oralmente. Para um gato médio de 4,5 kg precisa mais ou menos de 10 ml (2 colheres de café). Repita o processo a cada 10 minutos por um máximo de 3 doses. Pode administrar esta solução oral logo depois do envenenamento, utilize de 2 a 4 ml por kg de peso corporal desta solução de água oxigenada a 3%.
  • Forma eficaz de o gato engolir a solução oral: Trata-se de introduzir a seringa entre os dentes ea língua do gato para que seja mais fácil introduzir o líquido e mais fácil de engolir. Além disso, nunca devemos introduzir todo líquido de uma só vez, mas sim 1 ml de cada vez e esperar que engula e deitar novamente mais 1 ml.
  • Carvão ativado: A dose normal é de 1 g de pó por cada meio quilo de peso corporal do gato. Um gato médio requer mais ou menos 10 g. devemos dissolver o carvão ativado no menor volume possível de água para formar uma espécie de pasta espessa e utilizar a seringa para o administrar oralmente. Repita esta dose a cada 2 ou 3 horas por um total de 4 doses. No caso de envenenamento severo a dose é de 3 a 8 g por quilo de peso corporal uma vez a cada 6 ou 8 horas durante 3 a 5 dias. Esta dose pode misturar-se com água e ser administrada com uma seringa de forma oral ou com uma sonda estomacal. O carvão ativado é vendido em forma de líquido já diluído em água, em pó ou em comprimidos que também podem ser dissolvidos.
  • Pectina ou caolin: Deve ser administrado pelo veterinário. A dose indicada é de 1 a 2 gr por kg de peso corporal a cada 6 horas durante 5 ou 7 dias.
  • Leite ou mistura de leite com água: Podemos dar leite ou uma diluição de leite a 505 com água quando queremos que este se ligue a certos venenos, por exemplo o flúor, e assim a passagem pelo organismo seja menos prejudicial. O apropriado é uma dose de 10 a 15 ml por quilo de peso corporal ou tudo o que o animal possa consumir.
  • Nitrito de sódio: deve ser administrado pelo veterinário. Devem ser administrados 10 g em 100 mll de água destilada ou uma solução isotônica salina com uma dose de 20 mg por kg de peso corporal do animal afetado pelo cianeto.
Envenenamento em gatos - Sintomas e primeiros socorros - Conselhos sobre a dose e as administrações orais

Este artigo é meramente informativo, no PeritoAnimal.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos veterinários nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Sugerimos-lhe que leve o seu animal de estimação ao veterinário no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

18 alimentos saudáveis que vão fortalecer o sistema imunitário de seu cachorro

18 alimentos saudáveis que vão fortalecer o sistema imunitário de seu cachorro

Quem disse que os cachorros só podem comer ração? Obviamente existem alimentos que não devem ser oferecidos a nenhum animal de estimação, como por exemplo o chocolate. Mas nem todos são proibidos.

Pensando nisso, a gente trouxe uma lista de alimentos saudáveis que podem ajudar a variar o cardápio do seu fiel companheiro:

1. Atum, sardinha e salmão (selvagem, do mar)

Peixe é extremamente benéfico, pois é rico em ômega 3.

Esse ácido graxo é ótimo para a pelagem do seu cão, pois a deixa mais brilhante e saudável. Além disso, o peixe tem muitas proteínas e vitaminas que irão fortalecer o sistema imunitário do animal.

2. Carne magra

A carne magra é altamente benéfica, pois tem muitos aminoácidos e vitaminas do complexo B.

O que significa isso?

Que seu cão terá bastante energia durante o dia – só não se esqueça de garantir a qualidade da carne.

3.Fígado

Ele tem uma função bem semelhante à da carne branca.

O fígado é conhecido como uma grande fonte de vitaminas B, A e K, além de ser uma alta fonte de ferro.

Você pode comprá-lo fresco em supermercados e cozinhar ou assar em casa.

Observação: Não exagere na quantidade de fígado que oferece ao seu cachorro, pois esse alimento, em grande quantidade, pode ser tóxico.

Não dê mais do que 1 grama de fígado fresco por quilo do peso corporal do seu animal – o consumo pode ou não ser diário.

4. Aveia

Ela é rica em fibras, o que é essencial para o seu cão (principalmente se ele já for velho), pois tende a sofrer com problemas de irregularidade intestinal.

Cozinhe a aveia antes de servir.

5. Batata-doce

Ela é uma grande fonte de vitamina B6, C, betacaroteno e manganês.

No entanto, precisa de ser cozida no vapor antes de ser consumida pelo seu cão

6. Ovo

É excelente para a dieta dos cachorros, é um verdadeiro suporte de proteínas.

7. Salsa

É uma boa fonte de betacaroteno, potássio e cálcio. Além  disso, combate o mau hálito dos peludinhos – basta adicionar algumas colheres de sopa de salsa picada na comida.

8. Pera

Pode deixar seu cão comer peras, mas sem as sementes, pois são tóxicas para eles.

9. Queijos e requeijão

O queijo é rico em gordura. Por isso escolha os que têm baixo teor de gordura.

Queijo cottage é uma ótima escolha – é rico em cálcio e proteína.

No entanto, certifique-se que o seu peludo não é intolerante à lactose antes de adicionar esse lanche à dieta dele.

10. Iogurte grego

Assim como o queijo, o iogurte grego é rico em cálcio e proteína.

Iogurtes com bactérias boas, são bons para o sistema digestivo do seu cão.

Observação: Tenha cuidado em escolher iogurtes que não contêm açúcar ou adoçante artificial.

11. Pipoca

A pipoca é um lanche de baixa caloria.

Ela contém potássio, o que é ótimo para os ossos, além de sais minerais, como cálcio, magnésio e fósforo.

Só tenha atenção para não colocar nem sal nem manteiga.

12. Linhaça

Ela é uma grande fonte de ômega-3, que é ótima para a pele e pelagem de seu cão.

Tanto as sementes como o óleo de linhaça devem ser armazenados na geladeira, dentro de um recipiente hermético e escuro.

13. Ervilhas

Elas são uma grande fonte de potássio, fósforo e vitamina B e você pode acrescentá-las na dieta do seu cachorro, no entanto, prefira ervilha natural, pois a em conserva tem geralmente muito sal.

14. Brócolis

Este vegetal é rico em vitaminas e bastante nutritivo para os cães. No entanto, você precisa garantir que a dieta do seu amiguinho não vai ter muito brócolis, caso contrário, se ele consumir brócolis em excesso, pode ter uma irritação gastrointestinal.

14. Cenouras

Elas são de baixa caloria e ricas em fibras e betacaroteno. Além disso, são maravilhosas para o desenvolvimento e limpeza dos dentes caninos.

15. Alga Nori

Esta alga é rica em clorofila, proteínas, fibras, vitamina C, E e todas as formas de vitaminas B. Além disso, em sua composição, podemos contar com a presença de minerais, como cobre e zinco, excelentes para regular o metabolismo do seu cão.

16. Fatias de maçã (sem as sementes)

As maçãs são uma boa fonte de vitamina A e C, além de fibras.

Alimentando o seu cão com fatias de maçã, você estará ajudando na limpeza dos dentes caninos, pois a maçã remove os resíduos que ficam nos dentes – não se esqueça de tirar as sementes antes de oferecer a fruta.

17. Salada de frutas

Uma boa salada de frutas para os cachorrinhos é a mistura de melão, maçã (sem sementes), banana, melancia e morango.

18. Coco e óleo de coco

São altamente benéficos para as pessoas e cães.

O coco contém ácido láurico, que destrói bactérias patogênicas e diferentes formas de vírus.

Nota: Além destas dicas que alimentos que trouxemos nesta matéria, elas não substituem a opinião de um especialista. Consulte sempre o veterinário do seu animal.

Diferentes formas de limpar os dentes de um cachorro

O aparecimento de tártaro nos dentes do cachorro indicam negligência com o seu cuidado dental. Assim como as pessoas, os nossos pets necessitam de uma higiene quase diária da sua boca.

Limpar os dentes de um cachorro não só fará com que eles fiquem mais limpos e saudáveis, como previne que caiam ou que o seu pet ganhe gengivite, entre outros problemas.

Continue lendo este artigo do Meu Pet para conhecer as diferentes formas de limpar os dentes de um cachorro

Alimentos que limpam os dentes do seu cachorro

Os alimentos estão diretamente relacionados com a limpeza bucal do seu cachorro. A ração seca de alta qualidade faz com que a mastigação desse tipo de alimento seja uma forma natural de eliminar o tártaro, uma vez que é bastante dura.

Contrariamente, a comida mole ou alimento úmido fazem com que o cachorro acumule mais tártaro, mau hálito e diarreia, especialmente se for oferecido em abundância. Este tipo de comida apenas deve ser oferecida ocasionalmente para prevenir futuros problemas na sua dentadura.

Os diferentes tipos de comida para cachorro possuem vantagens e desvantagens. É essencial nunca oferecer sobras de comida humana ao cachorro, especialmente se são alimentos doces. Eles prejudicam a sua digestão e os seus dentes.

Diferentes formas de limpar os dentes de um cachorro - Alimentos que limpam os dentes do seu cachorro

Limpar os dentes com pasta ou escova dentária

Encontrará, no mercado, uma variedade de pastas dentárias para cachorro. São produtos comestíveis, o que significa que não implicam qualquer risco caso o cachorro os ingira. Para acostumar o seu cachorro a limpar a boca com pasta dentária, é essencial começar quando ele ainda é apenas um filhote. No entanto, caso o seu cachorro seja adulto esta opção não deve ser descartada.

No início, utilize os seus dedos como escolha e passa a pasta pelos dentes e gengivas, sempre com muito cuidado. Quando o cachorro ficar mais acostumado ao processo, pode passar a usar uma escova para aumentar a higiene dessa rotina que deve ser feita três vezes por semana.

Diferentes formas de limpar os dentes de um cachorro - Limpar os dentes com pasta ou escova dentária

Limpar os dentes com brinquedos

Também existem no mercado brinquedos, ossos e guloseimas que permitem a limpeza dental do seu pet de forma mais fácil e divertida. Informe-se e aposte nos produtos que o seu cachorro mais gosta, sempre como um extra na sua rotina de limpeza bucal.

Além disso, se o seu cachorro ainda é filhote, existem brinquedos específicos para essa etapa no mercado. Esses produtos ajudam a aliviar o desconforto quando o animal troca os dentes de leite.

Diferentes formas de limpar os dentes de um cachorro - Limpar os dentes com brinquedos

Consultar um especialista

Como o cuidado dos dentes do seu cachorro é fundamental, pode optar por recorrer a um especialista que recomendará uma limpeza bucal.

O veterinário usa um aparelho de ultrassons parecido com o dos dentistas humanos para eliminar a placa, o tártaro e as bactérias residentes. A limpeza é sempre feita com anestesia geral, o que não é recomendado para cachorros idosos.

Diferentes formas de limpar os dentes de um cachorro - Consultar um especialista

Limpar os dentes com produtos naturais

bicarbonato de sódio é uma ferramenta que funciona como pasta dentária para cachorros. Basta misturar água com uma pequena quantidade de bicarbonato de sódio até obter uma massa um pouco espessa. Depois de ter a pasta feita, apenas necessita de limpar os dentes com a escova.

Se o seu cachorro tem gengivas inflamadas pode usar ervas curativas que encontra em qualquer ervanária, como por exemplo: uva de Oregon, calêndula ou aloé vera.

Diferentes formas de limpar os dentes de um cachorro - Limpar os dentes com produtos naturais

dicas caseiras para Melhorar o hálito do cachorro

Um cão que recebe amor é, portanto um cachorro amoroso que manifesta o seu carinho de várias formas, como por exemplo saltando, ficando contente quando você chega a casa, lambendo-o ou confiando em você de uma forma agradável.

Mas nestes momentos pode ser que algo se intrometa entre o afeto do seu cachorro e você, um cheiro bucal forte e bastante desagradável. Se este é o seu caso, é importante fazer alguma coisa o quanto antes, pois além de ser algo que o pode incomodar, trata-se de um sinal que indica que a saúde buco-dental do seu cachorro não é a adequada, o que é grave uma vez que uma cavidade bucal descuidada pode repercutir negativamente sobre a saúde de todo o organismo.

O que deve saber sobre o hálito do seu cachorro

A cavidade bucal do cachorro pode agir como uma via de entrada para agentes patógenos se não receber os cuidados adequados. Sabia que é muito importante limpar os dentes do cachorro?

Uma falta de higiene buco-dental pode acabar causando um excesso de placa bacteriana e esta será a principal causadora do mau hálito, sendo os cães mais pequenos os mais propensos a acumular tártaro nas suas peças dentais.

É importante tratar e prevenir o tártaro nos cachorros, pois caso contrário pode ocorrer uma infecção bacteriana, fúngica ou viral na cavidade bucal. As causas do mau hálito vão mais além da acumulação de placa bacteriana e podem precisar de um tratamento veterinário urgente.

A coprofagia (ingestão das fezes), a inflamação das vias nasais ou a diabetes mellitus também podem causar mau hálito ou halitose no cachorro.

Melhorar o hálito do cachorro - dicas caseiras - O que deve saber sobre o hálito do seu cachorro

O que fazer se o meu cachorro tem mau hálito?

Se detetar que a boca do seu cachorro cheira mal é imprescindível avaliar o estado da mesma, para descartar assim qualquer tipo de infecção que precise de tratamento antibiótico, por isso é preciso consultar o veterinário.

Seria muito perigoso tratar o mau hálito como uma simples acumulação de placa bacteriana se na realidade existisse algum tipo de infecção, apesar de o dono poder examinar visualmente a boca do animal em busca de lesões ou secreções, a avaliação deve ser feita por um profissional veterinário.

Uma vez descartada a presença de uma infecção ou outra condição, pode utilizar váriostruques caseiros que permitem melhorar de forma natural o hálito do nosso cachorro, de seguida vamos lhe mostrar quais são eles.

Melhorar o hálito do cachorro - dicas caseiras - O que fazer se o meu cachorro tem mau hálito?

Remédios caseiros para o mau hálito do cachorro

1. Salsa

Não pode oferecer salsa ao seu cachorro de forma contínua nem em doses elevadas, pois pode ser tóxico para ele, no entanto dar-lhe esporadicamente e em quantidades moderadas constitui um remédio excelente para o mau hálito.

Pode utilizá-la de duas formas:

  • Corte um pequeno talo de salsa em pedaços pequenos e adicione-o uma vez por dia na alimentação do cachorro.
  • Ferva vários talos de salsa em água ate criar uma infusão, deixe esfriar e coloque-a em um frasco com spray para pulverizar a infusão diretamente na boca do animal.
Melhorar o hálito do cachorro - dicas caseiras - Remédios caseiros para o mau hálito do cachorro

2. Cenoura

Se conseguir que o seu cachorro se entretenha roendo uma cenoura, poderá ver como o mau hálito desaparece progressivamente, além disso este alimento proporciona nutrientes muito importantes, como os carotenos, fortes antioxidantes que protegem o seu organismo contra o dano dos radicais livres.

O simples fato de roer uma cenoura estimula a liberação de saliva e permite eliminar da cavidade bucal os restos dos alimentos.

3. Guloseimas caseiras de hortelã

De certeza que o seu cachorro fica entusiasmado com as guloseimas, além disso elas são muito positivas como recompensa e reforçam o bom comportamento, sendo uma ferramenta muito útil para a aprendizagem.

Pode fazer guloseimas caseiras para melhorar o hálito do seu cachorro e, para isso vai precisar dos seguintes ingredientes:

  • Água
  • Flocos de aveia
  • Folhas de hortelã

A preparação é muito simples, deve misturar em um recipiente os flocos de aveia e a água até ter uma massa de boa consistência, depois deve lavar e cortar em pedaços as folhas de hortelã para adicionar à mistura.

Por último, forme pequenas bolas, conserve na geladeira e dê ao seu cachorro várias vezes ao dia para combater de forma eficaz e simples o mau hálito.

A alimentação e a hidratação são fundamentais

Se o seu cachorro sofre normalmente de mau hálito e se nenhuma condição que o passa estar causando foi detetada, é importante fazer tudo quanto possível para reduzir a acumulação de placa bacteriana.

Para isso, é melhor a ração seca que a comida úmida, uma vez que o alimento seco possui um efeito mais abrasivo.

Também é fundamental mudar com frequência a água do bebedouro e garantir que o seu cachorro tenham sempre água fresca e potável disponível, uma vez que através da boca se limpam e se retiram os restos dos alimentos.

Lave com frequência o bebedouro e comedouro do seu cachorro.

Dicas para tirar o tártaro em cães

Já alguma vez notou mau hálito no seu cão? Viu manchas e sujeira nos seus dentes? Se sim, então é porque o seu cachorro tem tártaro acumulado.

Se quer se informar sobre este problema, alguma forma de o prevenir e sobretudo conhecer algumas dicas para tirar o tártaro em cães, continue lendo este artigo do Meu Pet e descubra a importância da saúde oral do seu animal de estimação.

O que é o tártaro e que tipo de cães são mais propensos a ele

Na boca dos cachorros acontece o mesmo que na boca das pessoas, todos os dias os dentes se enchem de bactérias que formam placa. Além desta placa, aparecem também diversos restos de comida que se vão decompondo e sais minerais diariamente. Ao longo da vida do animal vai-se acumulando tudo isto e, tudo junto acaba por formar cálculos conhecidos como tártaro. O tártaro acumula-se principalmente no espaço que há entre a gengiva e o dente. A partir daí vai se estendendo e vai afetando o resto das estruturas bucais, podendo derivar em infecções e doenças secundárias.

Quando o nosso cachorro já tem tártaro, é impossível conseguir eliminá-lo com dieta e escovação dos dentes, pelo que é preferível agir de forma preventiva evitando chegar à formação de tártaro. A única forma realmente eficiente que oferece uma solução a fundo do problema é a limpeza bucal, como a que fazemos a nós no dentista, feita por um veterinário profissional.

Todos os cachorros podem ter tártaro, mas alguns tipos de cachorros são mais propensos a ele:

  • Nas raças de tamanho pequeno e toy, o esmalte dental é de uma qualidade mais pobre além de terem os dentes mais pequenos e juntos, algo que dificulta a limpeza normal, pelo que o processa da formação do tártaro é mais rápido.
  • Os cachorros braquicefálicos, devido à forma do seu crânio e a sua mandíbula, têm os dentes muito juntos e isto favorece a formação do tártaro e dificulta a sua limpeza.
  • Independente da raça, os cachorros com mais de 5 anos começam a ter tártaro se não o evitarmos.
Dicas para tirar o tártaro em cães - O que é o tártaro e que tipo de cães são mais propensos a ele

Quais as consequências do tártaro nos cães?

São muitas as consequências que a acumulação de tártaro tem na saúde do nosso cão. De seguida, mostramos-lhe as mais diretas e importantes:

  • O primeiro problema que se apresenta é o mau hálito ou halitose: Produz mau cheiro na boca do cachorro que às vezes se pode detectar a uma certa distância e costuma incomodar bastante, mas saiba que este é um sintoma da formação do tártaro e de outras possíveis doenças. Por isso, deve consultar o veterinário e oferecer ao seu amigo peludo alguma forma de eliminar o mau hálito e prevenir o tártaro.
  • gengivite é outro problema derivado da formação do tártaro na boca dos nossos animais de estimação. As gengivas ficam vermelhas, inflamam e pouco a pouco vão se retraindo e deixam a raiz do dente exposta. O fato da raiz do dente ficar descoberta faz com que se deteriore e se reabsorva o osso do dente, enfraquecendo a união da peça dental com a mandíbula ou do maxilar e facilitando a perda desta peça.
  • doença periodontal: Se não se prevenir o tártaro, pode ocorrer a doença periodontal, que começa com a formação deste. Começa na gengivite e halitose e, de seguida o processo avança até ao resto das estruturas da boca (raízes dos dentes, paladar, maxilar, mandíbula, etc). Por fim, ocorre a perda das peças dentais afetadas e a infeção das gengivas. Estas infecções costumam acabar em formações de abcessos que podem continuar avançando nos tecidos da boca, afetando por fim os olhos e o nariz do nosso animal de estimação. A única forma de resolver esta doença é que o nosso veterinário de confiança faça ao nosso cachorro uma limpeza profissional da boca, além de lhe administrar um tratamento antibiótico.
  • Esta série de problemas dentais nos animais podem derivar em infecções graves com risco de morte e inclusive podem derivar em problemas cardíacos, renais, intestinais e hepáticos.
Dicas para tirar o tártaro em cães - Quais as consequências do tártaro nos cães?

Prevenir o tártaro em cães

Como no caso das pessoas, nos nossos companheiros caninos também podemos prevenir o tártaro e suas consequências. Como? Tal como acontece com a nossa boca, seguindo algumas regras de higiene bucais.

É importante que tente prevenir este problema, desta forma evitará ao seu cachorro um período de dor, inflamação e sangramento das gengivas, mau hálito e dificuldade para poder comer e brincar com seus brinquedos favoritos.

Podemos prevenir o tártaro com:

  • Uma escovação diária dos dentes do nosso cão. É muito importante habituá-los desde filhotes para facilitar o processo e escolher um tipo de escova e pasta dentífrica adequados para cada cachorro.
  • Alguns brinquedos, ossos, biscoitos e rações especiais que podem mastigas e, manter assim a boca limpa durante mais tempo. Estes prêmios em forma de ossos, ração, biscoitos, barrinhas, tiras e brinquedos, são compostos por elementos abrasivos para a placa bacteriana que ajudam a eliminar o tártaro da superfície dos dentes.
  • Uma boa saúde física ajudará sempre a prevenir possíveis infecções. Conseguirá esta boa saúde física à base de uma alimentação adequada e exercício físico.

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No caso de não poder prevenir o tártaro e que este apareça ainda assim, ainda podemos prevenir a doença periodontal. Quando detectar que há acumulação de tártaro impossível de eliminar com uma escovação normal, deverá consultar o seu veterinário para lhe realizar uma limpeza à boca do nosso animal de estimação. No caso de já estar sofrendo com a doença periodontal, o nosso animal de estimação também passará por este processo de limpeza bucal para poder resolver esta doença.

Esta limpeza nos animais deve ser realizar sempre com anestesia geral com um anestesista, um auxiliar veterinário e um veterinário que realize a limpeza de boca profissional. Com este processo o tártaro será eliminado com um instrumento especial como o ultra-som, que quebra o tártaro sem lesionar o esmalte dental.

Em casos de doença periodontal avançada costumam-se perder-se peças dentais com o processo de limpeza dental, mas não pela ação de limpeza nos dentes, mas sim porque costumam ser peças que já se tinham separado do maxilar ou da mandíbula, mas devido ao excesso de tártaro ficarão coladas ao invés de cair. Como estas peças já não são funcionais e ficam retidas, podem provocar a formação de abcessos e infecções.

Também é muito importante como prevenção, que se observarmos algum dos seguintes sinais no nosso companheiro peludo o levemos ao veterinário:

  • Arranhe a cara ou a boca e não consegue ver nada que o posso estar incomodando.
  • Mau hálito excessivo. É importante saber que a halitose não é causada apenas pelo tártaro e pela doença periodontal. Será fundamental consultar o veterinário para descartar outras possíveis doenças como a diabetes, problemas renais ou a parasitose entre outros.
  • Deixa de comer ou muda os seus hábitos na hora de comer e mastigas.
  • Salivação abundante.
  • Perda de dentes sem dar conta.
  • Depressão: falta de vontade de passear, brincar, comer, etc.
  • Má qualidade dos dentes com descoloração ou quebra destes.
  • Tártaro ao longo da borda da gengiva.
  • Gengivas inflamadas, vermelhas e a sangrar.
  • Altos ou pólipos dentro da boca.
  • Altos debaixo dos olhos, onde começa o focinho.
Dicas para tirar o tártaro em cães - Prevenir o tártaro em cães

Conselhos para prevenir e eliminar o tártaro do seu cachorro

  • Corrija os maus hábitos alimentares do seu cão que possam favorecer a formação do tártaro. A principal causa da formação de tártaro é o excesso de comida caseira e de comida mole como os patês. Este tipo de comidas ficam muito facilmente nos dentes e nas gengivas. Por isso, o mais indicado para cuidar da boca é o alimento seco ou ração que arranha a superfície do dente em cada mordida ajudando a limpá-los e a deixar muito menos resíduos.
  • Ajude o seu cachorro a habituar-se à escovação diária dos dentes desde filhote. O ideal é fazê-lo diariamente, mas está demonstrado que com um mínimo de três vezes por semana a maioria dos cachorros consegue prevenir o tártaro.

De seguida, contamos-lhe o processo mais simples para conseguir habituar o seu cachorro à escovação dental:

Desde pequeno passe-lhe todos os dias uma gaze esterilizada enrolada no seu dedo pela superfície dos dentes com um pouco de água. Mais para a frente comece a mostrar-lhe a escova para que se comece a familiarizar com ela. De seguida, já poderá começar a usar a escova ao invés da gaze esterilizada e poderá utilizar pasta de dentes especial para cachorros. Visto que eles a engolem deve ser especial para eles e nunca lhe deverá dar a de humanos (deve evitar sobretudo o flúor que é tóxico para eles), assim evitaremos muitos problemas entre eles as úlceras no estômago.

Além disso, existem diferentes sabores de pastas de dentes especiais para eles, o que facilitará a limpeza da boca oferecendo-lhe um sabor que goste. Ao invés da pasta de dentes pode-se utilizar Clorexidina à venda em clínicas veterinárias e em algumas lojas especializadas. A Clorexidina é equivalente ao nosso enxaguante bucal que limpa, desinfeta e amolece os primeiros cálculos do tártaro e, assim podemos retirá-los mais facilmente com a escova. Pode ser que no início o seu cachorro não goste muito da escovação dos dentes e que até lhe custe, mas tenha paciência pois eventualmente ele irá se habitual. É recomendável que no início faça escovações mais curtas e pouco a pouco vá aumentando o tempo.

  • Compre ou crie brinquedos e prêmios especiais que, além de divertir o seu animal de estimação lhe ajudem a manter a saúde da sua boca. Por exemplo, no caso dos brinquedos são muito práticos os feitos com cordas. Os cachorros ao mordê-los limpam os dentes do mesmo modo que quando nós passamos o fio dental. Além disso, o seu cachorro também gostará dos biscoitos e outros tipos de prêmios que tenham componentes especiais para o cuidado da boca.
  • A limpeza da boca profissional muitas vezes acaba sendo necessário apesar de uma correta higiene bucal. Como explicamos anteriormente a única diferença da limpeza que o nosso dentista nos faz é a anestesia geral, que se torna imprescindível para os nossos companheiros peludos uma vez que estes não vão ficar quietos com a boca aberta e, assim evitamos possíveis danos e medos completamente desnecessários.
  • Aproveite as anestesias gerais. Como nunca gostamos, como é óbvio, de submeter os nossos companheiros peludos às anestesias gerais que nos podem parecer desnecessárias, recomendamos que as limpezas de profissionais se tentam fazer ao mesmo tempo que alguma cirurgia necessário. Por exemplo, sempre que o veterinário não vir sérias contraindicações, se pensarmos em esterilizar o nosso cão podemos aproveitar a mesma anestesia para cuidar da higiene dental.
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